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Professora graduada no Curso Normal Superior pela Universidade de Uberaba-MG,pós-graduada em Coordenação Pedagógica-UFOP-MG, atuando na área de Ensino Fundamental e Médio.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

História : A origem do povo brasileiro


O índio é uma raça que, juntamente com outras, deu origem ao povo brasileiro.
A população brasileira é bastante miscigenada. Isso ocorreu em razão da mistura de diversos grupos humanos que aconteceu no país. São inúmeras as raças que favoreceram a formação do povo brasileiro. Os principais grupos foram os povos indígenas, africanos, imigrantes europeus e asiáticos.


Povos indígenas: antes do descobrimento do Brasil, o território já era habitado por povos nativos, neste caso, os índios. Existem diversos grupos indígenas no país, dentre os principais estão: Karajá, Bororo, Kaigang e Yanomani. No passado, a população desses índios era de quase 2 milhões de índios.



Povos africanos: grupo humano que sofreu uma migração involuntária, pois foram capturados e trazidos para o Brasil, especialmente entre os séculos XVI e XIX. Nesse período, desembarcaram no Brasil milhões de negros africanos, que vieram para o trabalho escravo. Os escravos trabalharam especialmente no cultivo da cana-de-açúcar e do café.



Imigrantes europeus e asiáticos: os primeiros europeus a chegarem ao Brasil foram os portugueses. Mais tarde, por volta do século XIX, o governo brasileiro promoveu a entrada de um grande número de imigrantes europeus e também asiáticos. Na primeira metade do século XX, pelo menos 4 milhões de imigrantes desembarcaram no Brasil. Dentre os principais grupos humanos europeus, destacam-se: portugueses, espanhóis, italianos e alemães. Em relação aos povos asiáticos, podemos destacar japoneses, sírios e libaneses.



Tendo em vista essa diversidade de raças, culturas e etnias, o resultado só poderia ser uma miscigenação, a qual promoveu uma grande riqueza cultural. Por esse motivo, encontramos inúmeras manifestações culturais, costumes, pratos típicos, entre outros aspectos.

Por Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia

A diversidade do povo brasileiro


A diversidade é um elemento central para se entender a formação do povo brasileiro.
Uma só palavra ou teoria não seria capaz de abarcar todos os processos e experiências históricas que marcaram a formação do povo brasileiro. Marcados pelas contradições do conflito e da convivência, constituímos uma nação com traços singulares que ainda se mostram vivos no cotidiano dos vários tipos de “brasileiros” que reconhecemos nesse território de dimensões continentais.

A primeira marcante mistura aconteceu no momento em que as populações indígenas da região entraram em contato com os colonizadores do Velho Mundo. Em meio ao interesse de exploração e o afastamento dos padrões morais europeus, os portugueses engravidaram várias índias que deram à luz nossa primeira geração de mestiços. Fora da dicotomia imposta entre os “selvagens” (índios) e os “civilizados” (europeus), os mestiços formam um primeiro momento do nosso variado leque de misturas.

Tempos depois, graças ao interesse primordial de se instalar a empresa açucareira, uma grande leva de africanos foi expropriada de suas terras para viverem na condição de escravos. Chegando a um lugar distante de suas referências culturais e familiares, tendo em vista que os mercadores separavam os parentes, os negros tiveram que reelaborar o seu meio de ver o mundo com as sobras daquilo que restava de sua terra natal.

Isso não quer dizer que eles viviam uma mesma realidade na condição de escravos. Muitos deles, não suportando o trauma da diáspora, recorriam ao suicídio, à violência e aos quilombos para se livrar da exploração e elaborar uma cultura à parte da ordem colonial. Outros conseguiam meios de comprar a sua própria liberdade ou, mesmo sendo vistos como escravos, conquistavam funções e redes de relacionamento que lhes concediam uma vida com maiores possibilidades.

Não se limitando na esfera de contato entre o português e o nativo, essa mistura de povos também abriu novas veredas com a exploração sexual dos senhores sobre as suas escravas. No abuso da carne de suas “mercadorias fêmeas”, mais uma parcela de inclassificáveis se constituía no ambiente colonial. Com o passar do tempo, os paradigmas complexos de reconhecimento dessa nova gente passou a limitar na cor da pele e na renda a distinção dos grupos sociais.

Ainda assim, isso não impedia que o caleidoscópio de gentes estabelecesse uma ampla formação de outras culturas que marcaram a regionalização de tantos espaços. Os citadinos das grandes metrópoles do litoral, os caipiras do interior, os caboclos das regiões áridas do Nordeste, os ribeirinhos da Amazônia, a região de Cerrado e os pampas gaúchos são apenas alguns dos exemplos que escapam da cegueira restritiva das generalizações.

Enquanto tantas sínteses aconteciam sem alcançar um lugar comum, o modelo agroexportador foi mui vagarosamente perdendo espaço para os anseios da modernização capitalista. A força rude e encarecida do trabalho escravo acabou abrindo espaço para a entrada de outros povos do Velho Mundo. Muitos deles, não suportando os abalos causados pelas teorias revolucionárias, o avanço do capitalismo e o fim das monarquias, buscaram uma nova oportunidade nessa já indefinida terra brasilis.

Italianos, alemães, poloneses, japoneses, eslavos e tantos mais não só contribuíram para a exploração de novas terras, como cumpriram as primeiras jornadas de trabalho em ambiente fabril. Assim, chegamos às primeiras décadas do século XX, quando nossos intelectuais modernistas pensaram com mais intensidade essa enorme tralha de culturas que forma a cultura de um só lugar. E assim, apesar das diferenças, frestas, preconceitos e jeitinhos, ainda reconhecemos o tal “brasileiro”.


Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

ANO  BISSEXTO

ANO  BISSEXTO
Por que a cada 4 anos fevereiro tem 29 dias?

Você já deve ter notado que, de quatro em quatro anos, o mês de fevereiro ganha um dia a mais ,passa de 28 para 29 dias, e é claro que há uma boa razão para isso. O sistema que usamos para contar o tempo é o calendário gregoriano, que surgiu com base em outros calendários inspirados no movimento de rotação da Terra. Uma volta do planeta em torno do seu eixo equivale a um dia, e uma volta da Terra em torno do Sol equivale a um ano.
Para girar em torno de si mesmo, nosso planeta demora 24 horas. Já para dar uma volta completa em torno do Sol, a Terra demora aproximadamente 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos. Por isso nosso ano tem 365 dias, divididos em 12 meses. Mas a adoção deste sistema de contagem de tempo trouxe um problema: o que fazer com as aproximadamente 6 horas que sobravam?
Foram os egípcios de Alexandria que, há mais de 2.200 anos, tiveram a ideia de, a cada quatro anos, adicionar um dia a mais ao calendário, para compensar as seis horas restantes (um arredondamento das 5h48m46s).

Faça as contas:

6 horas do 1º ano + 6 horas do 2º
+ 6 horas do 3º + 6 horas do 4º ano = 24 horas

Dá um dia certinho, que a cada quatro anos  aparece na folhinha como o dia 29 do mês de fevereiro.

Por que o nome bissexto?

O imperador romano Júlio César trouxe a ideia do ano bissexto para o ocidente. Ele até importou um astrônomo para elaborar o novo calendário: o grego Sosígenes. Sosígenes só não sabia em que parte do ano colocar o dia que estava sobrando. Júlio César ordenou que ele fosse "o dia sexto antes das calendas de março". Em latim, isso seria dito assim: "bis sextum ante diem calendas martii".

Há outras formas de contar o tempo

Existem outras maneiras de contar o tempo. Os chineses, por exemplo, baseiam seu calendário nos movimentos da Lua e dividem o tempo em ciclos de 60 anos. Mas o calendário gregoriano é o que foi escolhido para ser universal, reconhecido por todos os países.
1-    Observe o calendário do mês atual e veja quantos dias ele tem.


2-Responda no caderno:


a) De quanto em quanto tempo, o mês de fevereiro tem 29 dias?


b) Qual o sistema que usamos para contar o tempo ? Como ele surgiu?


c) Qual movimento da Terra leva 24 horas para formar o dia e a noite?


d) Uma volta da Terra ao redor do Sol, equivale a um ano. Qual o nome deste movimento?


e) Quanto tempo a Terra demora para dar uma volta ao redor do Sol?


f) Qual o cálculo feito para adicionar um dia a mais no calendário de 4 em 4 anos?


g) Quem teve a ideia de adicionar um dia a mais no calendário? Há quanto tempo?

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Artes,Carnaval e Romero Britto!




Biografia "ROMERO BRITTO"

Romero Britto é um artista plástico brasileiro,pernambucano, consagrado no mundo
 inteiro pela sua arte pop, nasceu em 6 de outubro de 1963. Na infância começou a demonstrar grande interesse e talento pelas artes, gostava de pintar em jornal e papelão.

Romero Britto

Aos 14 anos, vendeu seu primeiro quadro à OEA ( Organização dos Estados Americanos). Desde jovem, enxergava na pintura uma forma de esperança à vida dura que tinha.

Estudou em escolas públicas, aos 17 anos, ingressou na Universidade Católica de Pernambuco para estudar Direito. Quando chegou aos EUA para trabalhar, tentou mostrar sua arte em galerias famosas.

Suas telas começaram a ser requisitadas, e tornou-se predileto entre as celebridades. Seu estilo pop de expressar cores vivas e traços fortes em suas telas chegou ilustrar diversas campanhas publicitárias, incluindo uma peça da vodka Absolut.

Muitos especialistas o criticam por ser um autor de obras de grande apelo comercial. A textura de suas telas é similar à da gráfica. O artista mora em Miami com sua esposa norte-americana. Nos 445 anos da cidade de São Paulo, o artista doou a escultura “Beach Ball”, instalada no terminal Tietê.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Romero_Britto
http://www.caras.com.br/secoes/noticias/noticias/10967/
Alguns moldes para releitura:

*CÍRCULOS E CIRCUNFERÊNCIAS









Filme Rio, ótimo para o tema Carnaval.
Uma bela viagem pela cidade maravilhosa e pelo Carnaval!!!








segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Alfabeto



O  Alfabeto
            Vamos entender como foram inventados os sinais da escrita – ou alfabeto? Então leia o texto.
Sinais representados por palavras
            Na Pré-História, o homem buscou se comunicar através de desenhos feitos nas paredes das cavernas. Por meio deste tipo de representação (Pintura Rupestre), trocavam mensagens e transmitiam desejos e necessidades. Porém, ainda não era um tipo de escrita.
            Com o passar do tempo, o homem precisou inventar sinais que deram origem a um tipo de escrita. Um mesmo sinal podia ter significados diferentes, dependendo da situação.
            O sinal para “PÉ”, por exemplo podia significar “CAMINHAR”, “FICAR DE PÉ” ou até “TRANSPORTAR”.
            O sinal para “SOL” podia significar o próprio Sol, ou a palavra dia, ou o amanhecer.
          Um grupo de estrelas podiam significar a noite, ou as próprias estrelas, ou mesmo a  Lua.
            Aos poucos, foi-se tornando necessário transmitir mais mensagens e era impossível inventar e decorar sinais para todas elas.
Então, há mais ou menos quatro mil anos, outro passo importante foi dado na história da escrita: começaram a usar sinais, ou símbolos, para representar também os sons da fala. Era um sistema mais organizado, com os sinais dispostos numa ordem. Foi criado o alfabeto: um conjunto de símbolos que se chamam letras, usadas para escrever palavras.



Atividades:
Língua Portuguesa
·        Leitura do texto “O Alfabeto”;
·        Interpretação oral e escrita;
1.   Qual o assunto do texto?
2.   Quais as desvantagens de se representar as palavras por meio de desenhos?
3.   De acordo com o texto, por que foram inventados os sinais de escrita?
4.   Qual é a vantagem de se escrever usando as letras do alfabeto?
5.   Como são chamados os símbolos que se usam para escrever palavras?
6.   Quantas  letras possui o nosso alfabeto? Quantas e quais são as vogais e as consoantes?

Artes:
·        Leia o poema escrito por Paulo Leminski e ilustre numa folha à parte:

O  Bicho  Alfabeto

O bicho alfabeto                       O bicho alfabeto
Tem  vinte e seis patas              Passa
Ou quase.                                Fica o que não se escreve.

Por onde ele passa
Nascem palavras e frases

Com frases
 se fazem asas
palavras
o vento leve

DEVER  DE  CASA

·         Vimos que o homem antes de usar letras, utilizavam pinturas nas cavernas para se comunicarem, eram as pinturas rupestres.
Observe:


Dibujo Pintura rupestre pintado por arte rupestre

1.   Descreva com suas palavras, o que você acha que foi representado através desta pintura.
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2.   Usando recursos diversos, faça uma pintura rupestre em uma folha sulfite.( carvão, guache, giz de cera, lápis de cor, canetinha)
Traga para expor em sala de aula.





quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

CORUJAS E EDUCADORES



As corujas são os símbolos da filosofia e da pedagogia devido à inteligência, argúcia, astúcia, sensibilidade, visão e audição super potente das corujas. A coruja tem visão 180% superior ao do homem. Ela enxerga tudo ao seu redor apesar de ser daltônica, não identificando a cor vermelha, e poder mexer completamente a cabeça (gira-a para todos os lados, pois tem os olhos completamente separados). É muito difícil enganá-la, ela percebe "segundas intenções".É muito difícil criá-la em cativeiro, sendo uma ave muito ligada a sua família, não abandona os filhos em hipótese alguma, sendo o macho quem cuida dos filhotes e a fêmea é quem sai par caçar.Existem diversas representações para este símbolo, a Coruja, no que se refere as representações para a Filosofia e Pedagogia; no entanto, podemos observar na figura símbolo:




1º) A cabeça da coruja possui um formato ovalado, quase arredondado, que faz imaginar a figura do globo terrestre. Isso permite considerar que a formação do pedagogo é para todos os cantos do mundo. É universalista, pluralista;




2º) Acima dos olhos e abaixo da cabeça a penugem do pássaro forma uma semelhança de letra “V”, que pode ser interpretada como a primeira letra da palavra “Vida”; afinal, o Pedagogo é o profissional apto a preparar o ser humano para a vida toda, não apenas para o saber;




3º) O olho direito está bem aberto e é formado de uma espécie de circunferência com escamas que fazem lembrar a representação de ondas concêntricas. E o olho esquerdo apresenta-se fechado Essa representação parece permitir a interpretação de que o pedagogo é aquele que precisa concentrar-se no conhecimento, na construção da própria personalidade, na reflexão, na formação de princípios (olho fechado). Um olhar para dentro (introspecção) e um olhar para fora (extrospecção), para o mundo (o olho direito) que se projeta para o futuro e irradia suas ondas de conhecimento para um além bem distante;




4º) O pássaro dá a impressão de mostrar-se com o peito aberto, estufado para frente. Isso pode representar a coragem, a ousadia que o pedagogo precisa assumir para levar em frente sua missão, suas metas, seus objetivos, frente às dificuldades profissionais suas e as dificuldades culturais, sociais e psíquicas dos seus educandos;




5º) Uma das asas do pássaro empunha um lápis que escreve sobre um livro que, por sua vez, está sobre outro livro. Hoje já existem símbolos da pedagogia que apresentam três livros. Isso pode significar que o ler e o escrever são as ferramentas que darão asas para o ser humano voar em busca de sua autorrealização e libertação. O Pedagogo é o iniciante deste processo porque ele começa a sua atuação nas primeiras séries da educação básica, mas continua por toda a educação fundamental e média até a superior. Um livro, pois, representa as séries iniciais, todas as séries da fundamental e média e o outro livro pode representar o nível superior que é onde o pedagogo vai buscar e construir sua ciência, as bases para sua prática e os fundamentos éticos para a construção de sua personalidade que será também espelho para os seus educandos;




6º) As garras do pássaro se afirmam com vigor na base que apóia seus pés. Isso permite significar a profundidade, a firmeza intelectual, cultural, pedagógica e moral que devem ser qualidades essenciais do pedagogo;




7º) Por fim, a cauda do pássaro apresenta uma clara conotação de elemento de equilíbrio para o pássaro. Assim também a pessoa do pedagogo deve primar-se pelo equilíbrio, pela personalidade segura pela capacidade de mediar as suas exigências pessoais e profissionais com dificuldades sociais que ele vai encontrar nas salas de aulas, escolas, familiares e colegas de profissão. O equilíbrio que, em ética se chama virtude da prudência, é justamente a balança que pesa nas proporções necessárias tanto o ardor do pedagogo na exigência de condições razoáveis para o exercício de sua profissão quanto no seu posicionamento ético de não trabalhar só pelo salário mensal e para a satisfação de suas necessidades puramente materiais.