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Professora graduada no Curso Normal Superior pela Universidade de Uberaba-MG,pós-graduada em Coordenação Pedagógica-UFOP-MG, atuando na área de Ensino Fundamental e Médio.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

FESTA NO CÉU
Recebi os três livros doados pelo Banco Itaú, são lindos!!!









Dados da Aula

O que o aluno poderá aprender com esta aula
- Ouvir e conversar sobre a história.
- Interpretar a história através de questões escritas.
- Produzir pequeno texto (diálogo).
- Comparar a história lida a outra versão do conto.
Duração das atividades
2 a 3 aulas de 60 minutos
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
- Ter o domínio do código da escrita.
Estratégias e recursos da aula
-livro: A FESTA NO CÉU - Um conto do nosso Folclore, autora Angela Lago, Ed. Melhoramentos.  
- versão A festa no céu (Conto tradicional do Brasil) de Luís Câmara Cascudo
- folha com interpretação
- folha pautada para produção de texto
Atividade 1
Apresente o livro para turma, explorando a capa e as informações que traz, como o nome da autora e da editora.
"Um conto do nosso folclore" Levante o conhecimento que têm sobre Folclore.
Que características um conto deve ter para ser considerado do Folclore?
Explore as ideias do anonimato e da tradicionalidade (transmissão de geração em geração), entre outras.
Comente que a autora traduziu (título original: "Heaven party") e ilustrou o livro A festa no céu , um conto do nosso folclore.
Então convide a turma a ouvir a história da festa no céu.
Leia o livro, mostrando as ilustrações, à medida que vai contando a história.
Ao final, converse com os alunos sobre a história. Pergunte se já conheciam o conto.
Existe a versão que traz no lugar da tartaruga, o sapo. Veja se conhecem assim.
O texto com esta versão poderá ser lido em outra aula.
Aparece como sugestão na Atividade 3.
Atividade 2
Realize a interpretação da história através de perguntas escritas.
Se desejar, explore oralmente as questões com a turma e elabore as respostas coletivamente.
O trabalho também pode ser feito individualmente, com a sua interferência quando for necessário.
Sugestão de questões:
1- Onde ia acontecer uma festa?
2- Por que os bichos sem asas estavam "jururus de fazer dó"?
3- A tartaruga decidiu ir à festa. Como ela conseguiu chegar até lá?
4- Como se divertiu a tartaruga na festa?
5- Na volta, o que fez o urubu descobrir onde estava a tartaruga?
6- Qual foi a reação do urubu?
7- O que aconteceu com a tartaruga?
8- Que jeito deram os bichos para ajudá-la?
Sugestão de tema para produção de texto:
"E se você quiser saber mais sobre a festa, pergunte para ela. Ela adora contar."
O que você perguntaria para a tartaruga?
Imagine você entrevistando a tartaruga, perguntando sobre esta grande façanha de ter ido à festa no céu.
Crie seu texto, fazendo as perguntas e anotando as respostas que a tartaruga lhe deu.

Sugestão de livrinho :













BOM DIA TODAS AS CORES

Uma história como recurso à aprendizagem das cores e abordagem ao tema da auto-confiança e individualidade.

"O meu amigo Camaleão acordou muito bem disposto.
Bom dia sol, bom dia flores, bom dia todas as cores!Lavou a cara numa folha cheia de orvalho, mudou a sua cor para cor-de-rosa, que ele pensava ser a mais bonita de todas as cores, e pôs-se ao sol, contente da vida. O meu amigo Camaleão estava feliz porque tinha chegado a primavera. E o sol, finalmente, depois de um inverno longo e frio, brilhava, alegre, no céu.
Eu hoje estou de bem com a vida - disse ele - Quero ser bonzinho para todos...Saiu de casa, e o Camaleão encontrou o professor Pernilongo.
O professor Pernilongo toca violino na orquestra do Teatro Florestal.
Bom dia, professor! Como vai o senhor?
- Bom dia, Camaleão! Mas o que é isso? Porque é que mudaste de cor?Essa cor não te fica bem...Olha para o azul do céu. Porque não ficas azul também?
O Camaleão, amável como era, resolveu ficar azul como o céu da primavera...
Até que numa clareira o Camaleão encontrou o sabiá-laranjeira:
Meu amigo Camaleão, muito bom dia! Mas que cor é essa agora? O amigo está azul porquê?E o sabiá explicou que a cor mais linda do mundo era a cor alaranjada, a cor da laranja dourada.
O nosso amigo, muito depressa, resolveu mudar de cor.
Ficou logo alaranjado, louro, laranja, dourado. E cantando, alegremente, lá se foi, todo contente...
Na clareira da floresta, saindo da capelinha, vinha o senhor Louva-A-Deus com a família inteirinha. Ele é um senhor muito sério, que não gosta de gracinhas.
Bom dia, Camaleão! Que cor mais escandalosa! Parece uma fantasia para um baile de Carnaval... Devias arranjar uma cor mais natural...Vê o verde da folhagem... o verde da campina... Devias fazer o que a natureza ensina.É claro que o nosso amigo resolveu mudar de cor. Ficou logo bem verdinho e foi pelo seu caminho...
Vocês agora já sabem como era o Camaleão. Bastava que alguém falasse, que mudava de opinião.
Ficava roxo, amarelo, ficava cor-de-pavão. Ficava de todas as cores. Não sabia dizer NÃO.
Por isso, naquele dia, cada vez que se encontrava com algum dos seus amigos, e que o amigo estranhava a cor com que ele estava... adivinhem o que fazia o nosso Camaleão.
Pois, ele mudava logo de cor, mudava para outro tom...
Mudou de rosa para azul. De azul para alaranjado. De laranja para verde. De verde para encarnado. Mudou de preto para branco. De branco virou roxinho. De roxo para amarelo. E até para cor de vinho...
Quando o sol começou a pôr-se no horizonte, Camaleão resolveu voltar para casa. Estava cansado do longo passeio e mais cansado ainda de tanto mudar de cor.
Entrou na sua casinha, deitou-se para descansar e lá ficou a pensar:
Por mais que nos esforcemos, não podemos agradar a todos. Alguns gostam de farofa. Outros preferem farelo... Uns querem comer maçã. Outros preferem marmelo... Tem quem goste de sapato. Tem quem goste de chinelo... E se não fossem os gostos, que seria do amarelo?Por isso, no dia seguinte, Camaleão levantou-se bem cedo.
Bom dia sol, bom dia flores, bom dia todas as cores!Lavou a cara numa folha cheia de orvalho, mudou a sua cor para cor-de-rosa, que ele pensava ser a mais bonita de todas, pôs-se ao sol, contente da vida.
Logo que saiu, Camaleão encontrou o sapo Cururu, que é um cantor de sucesso na Rádio Jovem Floresta.
Bom dia, meu caro sapo! Que dia mais lindo, não está?
- Muito bom dia, amigo Camaleão! Mas que cor mais engraçada, antiga, tão desbotada...Por que é que não usas uma cor mais avançada?
O Camaleão sorriu e disse para o seu amigo:
Eu uso as cores que eu gosto, e com isso faço bem. Eu gosto dos bons conselhos, mas faço o que me convém. Quem não agrada a si mesmo, não pode agradar ninguém..."



Bom Dia, Todas as Cores! - Ruth Rocha

Dados da Aula/quarto e quinto anos

O que o aluno poderá aprender com esta aula
Perceber o conceito de verbo como ação, estado ou fenômeno da natureza.  
Identificar a ideia de tempo que o verbo transmite.  
Empregar os verbos nos tempos presente, passado e futuro.
Duração das atividades
3 aulas de 50 minutos
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
Não há necessidade de conhecimentos prévios.
Estratégias e recursos da aula
Atividade 1
Conte a história “Bom dia, todas as cores!” de Ruth Rocha.

Sinopse:
Certo dia, na floresta, Camaleão acordou feliz. Mudou sua cor para cor-de-rosa, que ele achava a mais bonita de todas, e foi passear. Durante o passeio, Camaleão foi encontrando seus amigos e cada um sugeria uma cor diferente para ele usar. Camaleão concordava e mudava sua cor, mas acabou ficando muito cansado. Ele percebeu que na, verdade, é impossível agradar a todos durante todo o tempo. E no dia seguinte, só usou cor-de-rosa.
Faça a interpretação oral e coletiva, recordando as personagens, suas ações, o problema apresentado e a solução encontrada.
Divida a turma em grupos e apresente diferentes frases da história contada com os verbos destacados em cada uma delas.
Camaleão acordou de bom humor.
Amanheceu rapidamente na floresta.
O sapo é cantor de sucesso na Rádio Jovem Floresta.
Camaleão ficou muito feliz com a sua cor.
Explore as palavras destacadas em cada uma das frases, perguntando às crianças:
  1. Em qual das situações, a palavra destacada na frase indica uma ação?
  2. Em qual das frases, a palavra em destaque indica um estado, uma condição do sujeito?
  3. Em qual das frases, a palavra destacada expressa uma mudança de estado, uma alteração no comportamento?
  4. Em qual delas, a palavra destacada indica um fenômeno da natureza?

Converse com as crianças sobre o que entendem por verbo e registre suas conclusões no caderno.
Exemplo:
As palavras destacadas nas frases são verbos. Eles podem indicar fatos como uma ação, um estado, uma mudança de estado ou um fenômeno da natureza.
Atividade 2
Espalhe pelo pátio cartões com verbos em diferentes tempos e desafie as crianças a encontrá-los.
Depois, apresente a brincadeira. As crianças deverão formar grupos com os verbos encontrados, utilizando os seguintes critérios:
  1. Verbos que transmitem a ideia de algo que já aconteceu.
  2. Verbos que sugerem a ideia de algo que está acontecendo no momento.
  3. Verbos que transmitem a ideia de algo que ainda acontecerá.

Professor, você deverá conferir se está correta a relação entre os cartões e seus grupos e avisar que eles precisam ficar juntos.
As crianças devem inferir como é formado o grupo, analisando o que já descobriram.
A brincadeira termina quando todos localizarem o seu grupo.
Em seguida, promova um debate com a turma questionando como foi a observação e qual o raciocínio que estabeleceram para encontrar o seu grupo.
Explore com as crianças que os verbos apresentados se referem à ontem, hoje e amanhã.
Apresente cartões coloridos com as palavras: passado ou pretérito, presente e futuro. Desafie a turma a identificar o cartão referente ao seu grupo de verbos.
Atividade 3
Apresente a música “O Camaleão” de Paulo Tatit e Zé Tatit.
Cd Ruth Rocha
C.D. Mil Pássaros - Faixa 8

Um camaleão rosa choque
Ou rosa grená
Despertou numa manhã tão cheia
De cores no ar
Deu bom dia pra violeta
Roxa e lilás
Lavou o seu rosto no orvalho
Verde a brilhar

-Eu visto a cor que eu quero
- Se há sol eu sou amarelo

Subiu pelos galhos da figueira
E ficou marrom
Encontrou o vagalume aceso
E virou neon
Quando ouviu o sabiá cantando
Já mudou de tom
Qualquer cor que pinte pela frente
Ele acha bom
Distribua a letra da música para as crianças e pergunte:
  1. Em que tempo verbal está escrita a música?
  2. Se a informação se referisse ao passado, como estaria escrita? Reescreva a música, alterando o que for necessário.
  3. Agora, reescreva esta música no tempo futuro.
  4. Pinte, na frase que foi modificada, qual foi a palavra que sofreu alteração para variar no tempo.

Registre as descobertas feitas pelas crianças.
Exemplo:
Os verbos podem apresentar flexão de tempo: passado ou pretérito, futuro e presente.
As ações que já ocorreram estão no tempo passado ou pretérito, aquelas que ainda acontecerão estão no tempo futuro e as que estão acontecendo estão no tempo presente.
       Professor, o uso do livro “Bom dia, todas as cores!” é uma sugestão de escolha individual. Use a história de sua escolha e adapte esta aula.




A ILHA PERDIDA








MARCELO, MARMELO, MARTELO



Ilustração: Mariana Massarani
Segmento: Fundamental 1
Indicação: A partir de 6 anos
Páginas: 64 páginas
Formato: 14,00 x 21,00 cm
ISBN: 9788516071498









Qual a origem do meu nome?
Planejamento para disciplina de Língua Portuguesa – 3º Ano do Ensino Fundamental I.
Disciplina: Português
Conteúdo: Produção de texto e ensaio teatral
Ano de ensino: 3º ano
Tema: Qual a origem do meu nome?
Objetivo: 
Conhecer a origem do seu nome e dos seus colegas; produzir um pequeno texto e dramatizar uma peça.
Material: 
Folha sulfite, alfabeto móvel, lápis, borracha, giz de cera, papel cartaz, cola, tesoura.
Conhecimento prévio:
Produzir frases com o objetivo de produzir pequenos textos.
Atividade motivacional: 
Organize a turma em círculo para uma apresentação inicial do seu nome e a sua origem, por exemplo: por que seus pais escolheram este nome.
Ao longo da conversa, cada criança irá expor seu nome e sua origem. Se a criança não souber a origem, deve perguntar para os pais e contar no dia seguinte para a turma. Neste momento, a professora deixará a conversa fluir livremente, fazendo intervenções quando necessário.
Encaminhamento metodológico: 
Terminada a conversa, disponibilize revistas velhas para os alunos recortarem as letras que compõem os seus nomes. Logo após, solicite que escrevam seus nomes em uma folha sulfite, escrevendo um pequeno texto que relate a origem dos nomes e o porquê da escolha. 
Faça a digitalização dos textos produzidos pelos alunos, com a finalidade de produzir um livro em que cada criança teve uma página de sua autoria. Esse trabalho pode ser exposto na escola e para os pais.
Esse livro conta sobre o nome das coisas e das pessoas. Descreve a importância da nomeação e ao mesmo tempo é divertido e envolvente.
Organize a turma para realizar uma peça de teatro do Marcelo, marmelo, martelo. Pedir que eles escrevam as falas, com apoio do livro, e se organizem por si próprios com definições de papéis e funções (se for necessário faça a intervenção).
Essa dramatização pode ser apresentada para familiares e colegas da escola. Se for apresentada aos pais, é importante e interessante fazer convites para os pais irem assistir à peça teatral.
Os convites podem ser confeccionados pelos próprios alunos, com auxílio se necessário.
Avaliação:Jogo da forca.
Iniciar colocando a forca no quadro com palavras do livro Marcelo, marmelo, martelo. (Algumas opções de palavras.)
___ ____ ____ ____ ____ ____ ____ (MARTELO)
___ ___ ___ ____ ____ ____ ____ (FUTEBOL)
___ ___ ___ ___ (BOLO)
___ ___ ___ ___ ___ ___ ____ ____ ____ ____ (SUCO DE VACA)
Criado por Ana Paula Lohn e Fernanda França. Janeiro/2010

Para os pequenos: Marcelo, Marmelo, Martelo

Quem é que não conhece a famosa história da escritora infantil Ruth Rocha intitulada Marcelo, Marmelo, Martelo? Pois bem, o universo lúdico da literatura permite amplas reflexões linguísticas. Marcelo, certo dia, começa a perceber o que, na linguística saussuriana, nomeia-se como “arbitrariedade do signo”.

De modo geral, diz-se que a relação que une o significado (o conceito) ao significante (aquilo que se ouve) é marcada pela arbitrariedade, porque há sempre uma convenção reconhecida pelos falantes de uma língua, ou seja, não existe uma relação natural entre a realidade fonética de um signo linguístico e o seu significado. E é exatamente isso que começa a incomodar Marcelo, que passa a perguntar: “Pai, por que mesa chama mesa?” Ao ouvir que muitas palavras vêm do latim, Marcelo se assusta. Latim seria uma língua de cachorro?

Marcelo, então, resolve nomear o mundo à sua maneira, eliminando a arbitrariedade do signo e atrelando o significante ao significado. Certo dia, um susto! “Mamãe, me passa o mexedor?” E o que haveria de ser mexedor? A colher, já que mexedor seria um nome muito mais adequado a uma colher que é usada, afinal de contas, para mexer! Com o passar do tempo, a coisa fica complicada, pois nem sempre Marcelo consegue se comunicar com as pessoas, já que ele adquiriu um vocabulário completamente novo e diferente da “convenção dos falantes”. E há quem diga que linguística não pode ser aplicada em sala de aula, ainda mais com os menores! O livro pode ser adotado pelo 2º ano e lido com você. Já com o primeiro ano vale a contação de história ou a leitura em voz alta, mostrando as ilustrações.

Sistematizando o conceito

Depois de ler o livro com os alunos, é hora de sistematizar o conceito, apresentando aos alunos a classe de palavras com a qual o Marcelo se encantou e subverteu: o substantivo. Dá-se o nome de substantivo a todas as palavras que nomeiam seres, lugares, objetos, sentimentos etc. Se a turma já aprendeu os adjetivos, é possível tecer as relações: os adjetivos qualificam os substantivos, atribuem valor às coisas do mundo.

Nomeando o mundo à nossa maneira!

Agora é a hora de brincar de nomear as coisas do nosso modo, assim como fez Marcelo! Proponha uma série de palavras aos alunos e peça que eles deem nomes às coisas de acordo com a sua função. Para os mais velhos, dos 3º e 4º anos, você pode reuni-los em grupo e entregar tabelas para serem preenchidas, por exemplo:


Em letra cursiva, exemplifica-se o preenchimento da tabela pelos alunos. Eles deverão ora definir um substantivo, ora descobrir de que substantivo se trata e também dar um novo nome às coisas do mundo de acordo com sua função! Uma atividade como essa requisita que o aluno exerça uma série de habilidades: atribuição de conceito, ampliação do vocabulário e criatividade.


Aprofundando o conceito de substantivo

Depois de sistematizado o conceito de substantivo, entregue a letra da música Diariamente, famosa na voz de Maria Monte, que lista uma série de substantivos. É interessante que, antes de ouvir a música, os alunos leiam a letra em silêncio. Só depois você deve ler a letra em voz alta e, por fim, tocar a música. Esclareça dúvidas referentes ao vocabulário. Questione aos alunos: “O que Marisa Monte lista em sua música? Qual a classe de palavras que tem destaque na letra?”. Aponte o fato de que, como os alunos fizeram em atividades anteriores, Marisa Monte também define os substantivos a partir de sua função. Descoberta a resposta, grife com os alunos alguns substantivos específicos presentes na letra, por exemplo:

1. calculadora 2. temporada 3. café 4. jacaré 5. homem-rã 6. repouso 7.guarda-sol 8. Avon 9. Volkswagen

A partir desses substantivos (ou outros da música) você poderá iniciar um módulo de aprofundamento. Inicie pelos substantivos primitivos e derivados. Antes de mais nada, apresente o conceito aos alunos.

Substantivos primitivos e derivados

Subst antivos p rimitivo s são aqueles que não resultam de ou tra palavra da língua. Ex : pedra, flor, lápis. Já os subs tantivos derivados são aqueles que se originam de um subs tantivo primitivo. E x .: pedregulho, floricultura, lapiseira. Peça aos alunos para identificar, dos substantivos d estacados, um substantivo primitivo e outro derivado. Café, p or exemplo, é subs tantivo primitivo do qual outros irão s e formar: cafeína e cafeteira. Já calculadora e temporada são derivados de c álculo e de tempo.

Substantivos concretos e abstratos

Geralmente, os substantivos concretos e abstratos são os mais complexos e difíceis para a assimilação. Substantivos concretos são aqueles que nomeiam seres reais ou fictícios. Ex.: pessoas, prefeitos, deuses, ninfas. Substantivos abstratos são aqueles que se referem a uma ação, qualidade, estado ou sentimento. Ex.: abraço, beleza, frio, estranheza, amor. Mostre aos alunos que Marisa Monte faz uso em sua maioria de substantivos concretos: Omo, litoral, jacaré, calculadora, mas “repouso” indica uma ação (repousar), sendo, portanto, um substantivo abstrato.

Substantivos próprios e comuns

Substantivos próprios são concretos e designam a particularidade de seres como pessoas, países, cidades e instituições. Ex.: Gabriela, Mário, Natura, São Paulo, Alemanha. Substantivos comuns são aqueles que designam os seres em sua generalidade: rio, cidade, criança, mesa. Peça, então, que os alunos encontrem substantivo simples como café e próprios como Avon e Volkswagen.

Substantivos simples e compostos

Agora é a hora dos substantivos simples e compostos. Substantivos simples são aqueles formados por um só radical, ou seja, uma só palavra. Ex. : sol, céu, menino. Substantivos compos tos são aqueles que apresentam mais de um radical. Ex. girassol, guarda-chuva, passatempo. Novamente, peça aos alunos que identifique substantivos simples como café e calculadora e os compostos que seriam homem-rã e guardasol.


Produção textual

Como Marisa Monte não explora os substantivos abstratos, vale a reescrita da música, mas, agora, usando e abusando dos substantivos abstratos. Por exemplo: “para solidão: amor, para frio: calor, para medo: amizade”. O objetivo é manter o viés poético do texto, possibilitando aos alunos a expressão, sobretudo, de sentimentos.

Depois, compartilhe as produções textuais individuais, pedindo aos alunos que leiam para a turma. Se houver alguns alunos com habilidades musicais, peça que eles toquem com instrumentos, com a música de Marisa Monte ao fundo.

Diariamente
Marisa Monte

Para calar a boca: rícino
Pra lavar a roupa: omo
Para viagem longa: jato
Para difíceis contas: calculadora

Para o pneu na lona: jacaré
Para a pantalona: nesga
Para pular a onda: litoral
Para lápis ter ponta: apontador

Para o Pará e o Amazonas: látex
Para parar na Pamplona: Assis
Para trazer à tona: homem-rã
Para a melhor azeitona: Ibéria

Para o presente da noiva: marzipã
Para Adidas: o Conga nacional
Para o outono, a folha: exclusão
Para embaixo da sombra: guarda-sol

Para todas as coisas: dicionário
Para que fiquem prontas: paciência
Para dormir a fronha: madrigal
Para brincar na gangorra: dois

Para fazer uma touca: bobs
Para beber uma coca: drops
Para ferver uma sopa: graus
Para a luz lá na roça: duzentos e vinte volts

Para vigias em ronda: café
Para limpar a lousa: apagador
Para o beijo da moça: paladar
Para uma voz muito rouca: hortelã

Para a cor roxa: ataúde
Para a galocha: Verlon
Para ser "mother": melancia
Para abrir a rosa: temporada

Para aumentar a vitrola: sábado
Para a cama de mola: hóspede
Para trancar bem a porta: cadeado
Para que serve a calota: Volkswagen

Para quem não acorda: balde
Para a letra torta: pauta
Para parecer mais nova: Avon
Para os dias de prova: amnésia

Para estourar pipoca: barulho
Para quem se afoga: isopor
Para levar na escola: condução
Para os dias de folga: namorado

Para o automóvel que capota: guincho
Para fechar uma aposta: paraninfo
Para quem se comporta: brinde
Para a mulher que aborta: repouso

Para saber a resposta: vide-o-verso
Para escolher a compota: Jundiaí
Para a menina que engorda: hipofagin
Para a comida das orcas: krill

Para o telefone que toca
Para a água lá na poça
Para a mesa que vai ser posta
Para você, o que você gosta:
Diariamente.