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Professora graduada no Curso Normal Superior pela Universidade de Uberaba-MG,pós-graduada em Coordenação Pedagógica-UFOP-MG, atuando na área de Ensino Fundamental e Médio.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

FESTEJO  JUNINO
Cordel e poema...


Festejo junino



Mês de junho tem festejo
Para o povo sertanejo
Quando ver o relampejo
Começam a se alegrar
Nesse mês de São João
Planta milho com emoção
Com amor no coração
Na fogueira vai assar.



Tem quadrilha e simpatia
Verso rima e poesia
Todo mundo com alegria
Brinca no mês de São João
E na pisada do pé
Homem menino e mulher
Com amor com muita fé
Brinca com muita emoção.



Tem matuto e presepada
Tem sanfona e forrozada
Tem triângulo e zabumbada
Nesse festejo junino
Zuada de cachoeira
Uma véia rezadeira
Tem chiado de porteira
Namorico de menino.



Um pé de bode tocando
Nosso São João alegrando
E todo mundo dançando
No rosto muita alegria
Outro comendo pamonha
Uma menina que sonha
E a água na bacia.



Tem casamento matuto
Uma mulher trajando luto
Um praça em pé meio bruto
Enquanto tudo não se encerra
Bebo padre e prefeito
São três cabras de respeito
Que em tudo da um jeito
E um cabrito que berra.



Cabra com colar de ouro
Um com liforme de couro
Um zunido de besouro
Lá debaixo da latada
Violeiro com beleza
Diz um mote a natureza
E DEUS com sua grandeza
Faz da viola encantada.



Um torrado de picado
Um nambuzinho assado
Um caldo bem preparado
E uma bebida quente
Sou um galo de campina
Cantando a minha sina
No claro da lamparina
No verso e no meu repente.

A fogueira eu vou pular
Santo Antônio vai me casar
São Pedro vai confirmar
E a festa vai ter forró
O sanfoneiro no tom
Fazendo fonrom fonfom
Naquele cochicho bom
Do chão levantar o pó.



As raízes do nordeste
Norte sul leste e oeste
Somos bons cabras da peste
Na cultura popular
Com amor no coração
Eu canto o meu sertão
Com grande satisfação
Venho homenagear.



A DEUS pai onipotente
Agradeço esse presente
Fazer verso e repente
Com a grandeza divina
Agradeço aos meus pais
Meus irmãos e os demais
Pra meu filho eu quero paz
E amor pra minha menina.




(Jadson Lima)
Bom Jesus/RN

sexta-feira, 8 de junho de 2012

A TEORIA DAS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS



A teoria
A Teoria das Inteligências Múltiplas, de Howard Gardner (1985) é uma alternativa para o conceito de inteligência como uma capacidade inata, geral e única, que permite aos indivíduos uma performance, maior ou menor, em qualquer área de atuação. Sua insatisfação com a idéia de QI e com visões unitárias de inteligência, que focalizam sobretudo as habilidades importantes para o sucesso escolar, levou Gardner a redefinir inteligência à luz das origens biológicas da habilidade para resolver problemas. Através da avaliação das atuações de diferentes profissionais em diversas culturas, e do repertório de habilidades dos seres humanos na busca de soluções, culturalmente apropriadas, para os seus problemas, Gardner trabalhou no sentido inverso ao desenvolvimento, retroagindo para eventualmente chegar às inteligências que deram origem a tais realizações. Na sua pesquisa, Gardner estudou também:
( a) o desenvolvimento de diferentes habilidades em crianças normais e crianças superdotadas; (b) adultos com lesões cerebrais e como estes não perdem a intensidade de sua produção intelectual, mas sim uma ou algumas habilidades, sem que outras habilidades sejam sequer atingidas; (c ) populações ditas excepcionais, tais como idiot-savants e autistas, e como os primeiros podem dispor de apenas uma competência, sendo bastante incapazes nas demais funções cerebrais, enquanto as crianças autistas apresentam ausências nas suas habilidades intelectuais; (d) como se deu o desenvolvimento cognitivo através dos milênios.
Psicólogo construtivista muito influenciado por Piaget, Gardner distingue-se de seu colega de Genebra na medida em que Piaget acreditava que todos os aspectos da simbolização partem de uma mesma função semiótica, enquanto que ele acredita que processos psicológicos independentes são empregados quando o indivíduo lida com símbolos lingüisticos, numéricos gestuais ou outros. Segundo Gardner uma criança pode ter um desempenho precoce em uma área (o que Piaget chamaria de pensamento formal) e estar na média ou mesmo abaixo da média em outra (o equivalente, por exemplo, ao estágio sensório-motor). Gardner descreve o desenvolvimento cognitivo como uma capacidade cada vez maior de entender e expressar significado em vários sistemas simbólicos utilizados num contexto cultural, e sugere que não há uma ligação necessária entre a capacidade ou estágio de desenvolvimento em uma área de desempenho e capacidades ou estágios em outras áreas ou domínios (Malkus e col., 1988). Num plano de análise psicológico, afirma Gardner (1982), cada área ou domínio tem seu sistema simbólico próprio; num plano sociológico de estudo, cada domínio se caracteriza pelo desenvolvimento de competências valorizadas em culturas específicas.
Gardner sugere, ainda, que as habilidades humanas não são organizadas de forma horizontal; ele propõe que se pense nessas habilidades como organizadas verticalmente, e que, ao invés de haver uma faculdade mental geral, como a memória, talvez existam formas independentes de percepção, memória e aprendizado, em cada área ou domínio, com possíveis semelhanças entre as áreas, mas não necessariamente uma relação direta.
As inteligências múltiplas
Gardner identificou as inteligências lingúística, lógico-matemática, espacial, musical, cinestésica, interpessoal e intrapessoal. Postula que essas competências intelectuais são relativamente independentes, têm sua origem e limites genéticos próprios e substratos neuroanatômicos específicos e dispõem de processos cognitivos próprios. Segundo ele, os seres humanos dispõem de graus variados de cada uma das inteligências e maneiras diferentes com que elas se combinam e organizam e se utilizam dessas capacidades intelectuais para resolver problemas e criar produtos. Gardner ressalta que, embora estas inteligências sejam, até certo ponto, independentes uma das outras, elas raramente funcionam isoladamente. Embora algumas ocupações exemplifiquem uma inteligência, na maioria dos casos as ocupações ilustram bem a necessidade de uma combinação de inteligências. Por exemplo, um cirurgião necessita da acuidade da inteligência espacial combinada com a destreza da cinestésica.
Inteligência lingüística - Os componentes centrais da inteligência lingüistica são uma sensibilidade para os sons, ritmos e significados das palavras, além de uma especial percepção das diferentes funções da linguagem. É a habilidade para usar a linguagem para convencer, agradar, estimular ou transmitir idéias. Gardner indica que é a habilidade exibida na sua maior intensidade pelos poetas. Em crianças, esta habilidade se manifesta através da capacidade para contar histórias originais ou para relatar, com precisão, experiências vividas.
Inteligência musical - Esta inteligência se manifesta através de uma habilidade para apreciar, compor ou reproduzir uma peça musical. Inclui discriminação de sons, habilidade para perceber temas musicais, sensibilidade para ritmos, texturas e timbre, e habilidade para produzir e/ou reproduzir música. A criança pequena com habilidade musical especial percebe desde cedo diferentes sons no seu ambiente e, freqüentemente, canta para si mesma.
Inteligência lógico-matemática - Os componentes centrais desta inteligência são descritos por Gardner como uma sensibilidade para padrões, ordem e sistematização. É a habilidade para explorar relações, categorias e padrões, através da manipulação de objetos ou símbolos, e para experimentar de forma controlada; é a habilidade para lidar com séries de raciocínios, para reconhecer problemas e resolvê-los. É a inteligência característica de matemáticos e cientistas Gardner, porém, explica que, embora o talento cientifico e o talento matemático possam estar presentes num mesmo indivíduo, os motivos que movem as ações dos cientistas e dos matemáticos não são os mesmos. Enquanto os matemáticos desejam criar um mundo abstrato consistente, os cientistas pretendem explicar a natureza. A criança com especial aptidão nesta inteligência demonstra facilidade para contar e fazer cálculos matemáticos e para criar notações práticas de seu raciocínio.
Inteligência espacial - Gardner descreve a inteligência espacial como a capacidade para perceber o mundo visual e espacial de forma precisa. É a habilidade para manipular formas ou objetos mentalmente e, a partir das percepções iniciais, criar tensão, equilíbrio e composição, numa representação visual ou espacial. É a inteligência dos artistas plásticos, dos engenheiros e dos arquitetos. Em crianças pequenas, o potencial especial nessa inteligência é percebido através da habilidade para quebra-cabeças e outros jogos espaciais e a atenção a detalhes visuais.
Inteligência cinestésica - Esta inteligência se refere à habilidade para resolver problemas ou criar produtos através do uso de parte ou de todo o corpo. É a habilidade para usar a coordenação grossa ou fina em esportes, artes cênicas ou plásticas no controle dos movimentos do corpo e na manipulação de objetos com destreza. A criança especialmente dotada na inteligência cinestésica se move com graça e expressão a partir de estímulos musicais ou verbais demonstra uma grande habilidade atlética ou uma coordenação fina apurada.
Inteligência interpessoal - Esta inteligência pode ser descrita como uma habilidade pare entender e responder adequadamente a humores, temperamentos motivações e desejos de outras pessoas. Ela é melhor apreciada na observação de psicoterapeutas, professores, políticos e vendedores bem sucedidos. Na sua forma mais primitiva, a inteligência interpessoal se manifesta em crianças pequenas como a habilidade para distinguir pessoas, e na sua forma mais avançada, como a habilidade para perceber intenções e desejos de outras pessoas e para reagir apropriadamente a partir dessa percepção. Crianças especialmente dotadas demonstram muito cedo uma habilidade para liderar outras crianças, uma vez que são extremamente sensíveis às necessidades e sentimentos de outros.
Inteligência intrapessoal - Esta inteligência é o correlativo interno da inteligência interpessoal, isto é, a habilidade para ter acesso aos próprios sentimentos, sonhos e idéias, para discriminá-los e lançar mão deles na solução de problemas pessoais. É o reconhecimento de habilidades, necessidades, desejos e inteligências próprios, a capacidade para formular uma imagem precisa de si próprio e a habilidade para usar essa imagem para funcionar de forma efetiva. Como esta inteligência é a mais pessoal de todas, ela só é observável através dos sistemas simbólicos das outras inteligências, ou seja, através de manifestações lingüisticas, musicais ou cinestésicas.
O desenvolvimento das inteligências
Na sua teoria, Gardner propõe que todos os indivíduos, em princípio, têm a habilidade de questionar e procurar respostas usando todas as inteligências. Todos os indivíduos possuem, como parte de sua bagagem genética, certas habilidades básicas em todas as inteligências. A linha de desenvolvimento de cada inteligência, no entanto, será determinada tanto por fatores genéticos e neurobiológicos quanto por condições ambientais. Ele propõe, ainda, que cada uma destas inteligências tem sua forma própria de pensamento, ou de processamento de informações, além de seu sitema simbólico. Estes sistemas simbólicos estabelecem o contato entre os aspectos básicos da cognição e a variedade de papéis e funções culturais.
A noção de cultura é básica para a Teoria das Inteligências Múltiplas. Com a sua definição de inteligência como a habilidade para resolver problemas ou criar produtos que são significativos em um ou mais ambientes culturais, Gardner sugere que alguns talentos só se desenvolvem porque são valorizados pelo ambiente. Ele afirma que cada cultura valoriza certos talentos, que devem ser dominados por uma quantidade de indivíduos e, depois, passados para a geração seguinte.
Segundo Gardner, cada domínio, ou inteligência, pode ser visto em termos de uma seqüência de estágios: enquanto todos os indivíduos normais possuem os estágios mais básicos em todas as inteligências, os estágios mais sofisticados dependem de maior trabalho ou aprendizado.
A seqüência de estágios se inicia com o que Gardner chama de habilidade de padrão cru. O aparecimento da competência simbólica é visto em bebês quando eles começam a perceber o mundo ao seu redor. Nesta fase, os bebês apresentam capacidade de processar diferentes informações. Eles já possuem, no entanto, o potencial para desenvolver sistemas de símbolos, ou simbólicos.
O segundo estágio, de simbolizações básicas, ocorre aproximadamente dos dois aos cinco anos de idade. Neste estágio as inteligências se revelam através dos sistemas simbólicos. Aqui, a criança demonstra sua habilidade em cada inteligência através da compreensão e uso de símbolos: a música através de sons, a linguagem através de conversas ou histórias, a inteligência espacial através de desenhos etc.
No estágio seguinte, a criança, depois de ter adquirido alguma competência no uso das simbolizacões básicas, prossegue para adquirir níveis mais altos de destreza em domínios valorizados em sua cultura. À medida que as crianças progridem na sua compreensão dos sistemas simbólicos, elas aprendem os sistemas que Gardner chama de sistemas de segunda ordem, ou seja, a grafia dos sistemas (a escrita, os símbolos matemáticos, a música escrita etc.). Nesta fase, os vários aspectos da cultura têm impacto considerável sobre o desenvolvimento da criança, uma vez que ela aprimorará os sistemas simbólicos que demonstrem ter maior eficácia no desempenho de atividades valorizadas pelo grupo cultural. Assim, uma cultura que valoriza a música terá um maior número de pessoas que atingirão uma produção musical de alto nível.
Finalmente, durante a adolescência e a idade adulta, as inteligências se revelam através de ocupações vocacionais ou não-vocacionais. Nesta fase, o indivíduo adota um campo específico e focalizado, e se realiza em papéis que são significativos em sua cultura.
Teoria das inteligências múltiplas e a educação
As implicações da teoria de Gardner para a educação são claras quando se analisa a importância dada às diversas formas de pensamento, aos estágios de desenvolvimento das várias inteligências e à relação existente entre estes estágios, a aquisição de conhecimento e a cultura.
A teoria de Gardner apresenta alternativas para algumas práticas educacionais atuais, oferecendo uma base para:
( a) o desenvolvimento de avaliações que sejam adequadas às diversas habilidades humanas (Gardner & Hatch, 1989; Blythe Gardner, 1 990) (b) uma educação centrada na criança c com currículos específicos para cada área do saber (Konhaber & Gardner, 1989); Blythe & Gardner, 1390) (c) um ambiente educacional mais amplo e variado, e que dependa menos do desenvolvimento exclusivo da linguagem e da lógica (Walters & Gardner, 1985; Blythe & Gardner, 1990)
Quanto à avaliação, Gardner faz uma distinção entre avaliação e testagem. A avaliação, segundo ele, favorece métodos de levantamento de informações durante atividades do dia-a-dia, enquanto que testagens geralmente acontecem fora do ambiente conhecido do indivíduo sendo testado. Segundo Gardner, é importante que se tire o maior proveito das habilidades individuais, auxiliando os estudantes a desenvolver suas capacidades intelectuais, e, para tanto, ao invés de usar a avaliação apenas como uma maneira de classificar, aprovar ou reprovar os alunos, esta deve ser usada para informar o aluno sobre a sua capacidade e informar o professor sobre o quanto está sendo aprendido.
Gardner sugere que a avaliação deve fazer jus à inteligência, isto é, deve dar crédito ao conteúdo da inteligência em teste. Se cada inteligência tem um certo número de processos específicos, esses processos têm que ser medidos com instrumento que permitam ver a inteligência em questão em funcionamento. Para Gardner, a avaliação deve ser ainda ecologicamente válida, isto é, ela deve ser feita em ambientes conhecidos e deve utilizar materiais conhecidos das crianças sendo avaliadas. Este autor também enfatiza a necessidade de avaliar as diferentes inteligências em termos de suas manifestações culturais e ocupações adultas específicas. Assim, a habilidade verbal, mesmo na pré-escola, ao invés de ser medida através de testes de vocabulário, definições ou semelhanças, deve ser avaliada em manifestações tais como a habilidade para contar histórias ou relatar acontecimentos. Ao invés de tentar avaliar a habilidade espacial isoladamente, deve-se observar as crianças durante uma atividade de desenho ou enquanto montam ou desmontam objetos. Finalmente, ele propõe a avaliação, ao invés de ser um produto do processo educativo, seja parte do processo educativo, e do currículo, informando a todo momento de que maneira o currículo deve se desenvolver.
No que se refere à educação centrada na criança, Gardner levanta dois pontos importantes que sugerem a necessidade da individualização. O primeiro diz respeito ao fato de que, se os indivíduos têm perfis cognitivos tão diferentes uns dos outros, as escolas deveriam, ao invés de oferecer uma educação padronizada, tentar garantir que cada um recebesse a educação que favorecesse o seu potencial individual. O segundo ponto levantado por Gardner é igualmente importante: enquanto na Idade Média um indivíduo podia pretender tomar posse de todo o saber universal, hoje em dia essa tarefa é totalmente impossível, sendo mesmo bastante difícil o domínio de um só campo do saber.
Assim, se há a necessidade de se limitar a ênfase e a variedade de conteúdos, que essa limitação seja da escolha de cada um, favorecendo o perfil intelectual individual.
Quanto ao ambiente educacional, Gardner chama a atenção pare o fato de que, embora as escolas declarem que preparam seus alunos pare a vida, a vida certamente não se limita apenas a raciocínios verbais e lógicos. Ele propõe que as escolas favoreçam o conhecimento de diversas disciplinas básicas; que encoragem seus alunos a utilizar esse conhecimento para resolver problemas e efetuar tarefas que estejam relacionadas com a vida na comunidade a que pertencem; e que favoreçam o desenvolvimento de combinações intelectuais individuais, a partir da avaliação regular do potencial de cada um.
Referências Bibliográficas
1. Blythe, T.; Gardner, H. A school for all intelligences. Educational Leadership, v.47, n.7, p.33-7, 1990.
2. Gardner, H.; Giftedness: speculation from a biological perspective. In: Feldman, D.H. Developmental approaches to giftedness and creativity. São Francisco, 1982. p.47-60.
3. Gardner, H.Frames of mind. New York, Basic Books Inc., 1985.
4. Gardner, H. The mind's new science. New York, Basic Books Inc., 1987.
5. Gardner. H.;Hatcb, T. Multiple intelligences go to school: educational implications of the theory of Multiple Intelligences. Educational Researcher, v.18, n.8. p.4-10, 1989.
6. Kornhaber, M.L.; Gardner, H. Critical thinking across multiple intelligences. Trabalho apresentado durante a Conferência "The Curriculum Redefined. Paris, 1989.
7. Malkus, U.C.; Feldman, D.H.; Gardner, H. Dimensions of mind in early childhood. In: Pelegrini, A. (ed.)The psychological bases for early education Chichester, Wilev. 1988, p.25-38.
8. Walter,J.M.; Gardner, H. The theory of multiple intelligences: some issues and answers. In: Stemberg, RJ.; Wagner, R.K. (ed.) Pratical intelligence: nature and origins of competence in the every world.. Cambridge. Cambridge University Press, p.163-82
© 1998 Trait Tecnologia Ltda.
 Qual será, segundo Gardner, seu tipo de inteligência? 
                   Faça o teste abaixo e descubra!!!!
http://www.opantheon.kit.net/subpages/inteligenciasmultiplasteste.htm

Autora: Maria Clara S. Salgado Gama ©
Doutora em Educação Especial pela Universidade de Colúmbia, Nova Iorque

segunda-feira, 4 de junho de 2012

A GALERA DO ZÉ FRANCISCO
Vale a pena contar a história na semana do meio ambiente


A Galera do Zé Francisco é um livro infantil que aborda a Educação Ambiental.O conteúdo do livro tem o objetivo de sensibilizar, conscientizar e mobilizar as crianças para a utilização da criatividade e da arte na busca de soluções decorrentes da geração dos resíduos sólidos urbanos e na minimização dos impactos ambientais decorrentes.


agaleradozefrancisco.blogspot.com/2009/11/ze-francisco_7458.html


A  GALERA DO ZÉ FRANCISCO


Autoras: Rosana Deslandes e Cláudia Lambert


Era assim a cidade do Zé Francisco,
era assim a sua cidade,
Muitas árvores, muitas flores, muito verde.
Ar fresco, algumas casas.
Muitas brincadeiras.

A cidade foi crescendo...
a população aumentando...
e o cuidado diminuindo...
e o lixo acumulando!!!

As árvores foram sendo destruídas
 a fim de abrir espaço para as ruas.
O calor aumentava,
o Zé Francisco começou a se preocupar.

A fumaça dos carros cobria a cidade 
que ficava cada vez mais triste,
cada vez mais suja.
A terra entristeceu sem árvores, sem flores.
As crianças entristeceram sem lugar para brincar.
A terra revoltou-se e, de tão seca, começou a rachar.

E só o Zé Francisco se preocupava.
Os rios ficaram sujos e jogaram lixo no mar.
O mar revoltou-se chorou e gritou com suas ondas bem altas.

E só o Zé Francisco se preocupava.

O céu ouviu o grito dos mares,
viu as lágrimas das árvores, sentiu a tristeza da terra.
E o céu se enfureceu.
E com o grito de trovão e a força de um raio,
tentou chamar a atenção dos homens.
Mas ao atingir a terra acordou o grande, terrível,
o assustador CFC, o Comedor de Florestas e Cacarecos.

De tanto alimentar-se de lixo, o monstro foi crescendo,
engordando e ficando cada dia mais terrível,
mais assustador e poderoso.

E só o Zé Francisco preocupava...

E o monstro cresceu tanto,
que nem a capa do Grande Mágico Ozônio,
conseguiu proteger a Terra.

O monstro fez um buraco na capa do grande mágico, e ao sair, 
o sol aproveitou a brecha e entrou.
O calor tão forte começou a derreter o gelo dos pólos,
secar os lagos e rios,
matar árvores e os animais e provocar doenças nas pessoas.

Zé Francisco parou de se preocupar, e passou a se ocupar.
Convocou a galera e resolveram expulsar o CFC do planeta.
Começaram a reciclar o lixo, limpar as praias,
 cuidar dos animais,plantar árvores.
E cada ação era como um pontinho de costura
 na capa do Grande Mágico  Ozônio.

Com a ajuda do Zé Francisco e sua galera,
 o monstro CFC foi expulso e, pouco a pouco,
a terra, os rios e os mares se recuperando.
As cidades ficaram limpas, as árvores floriram e , felizes,
as crianças voltaram a brincar.

Este é o Zé Francisco, ele cuida do planeta. E você?

Este é o,graaaande, o terrível, o assustador,
CFCComedor de Florestas e Cacarecos!

(clorofluorcarbono)

Viaje nesta aventura e preserve o planeta!

INTERPRETANDO A HISTÓRIA

  1. Como era a cidade do Zé Francisco?
  2. Como a cidade foi modificada?
  3. Por que o céu se enfureceu?
  4. Quem era Zé Francisco?
  5. Quem foi acordado com o grito do trovão e a  força de um raio?
  6. Quem é CFC?
  7. O que foi provocado com o forte calor que ultrapassou a capa do Mágico?
  8. Qual foi a atitude da galera para proteger o Grande Mágico?
  9. Quem foi expulso do planeta?
  10. E você, que atitudes realiza para preservar o seu planeta?







CICLO DA ÁGUA NA NATUREZA









MÚSICAS - MEIO AMBIENTE
Dedico à  Stefânia! Como prometi!!!




1-Complete a letra da música com as palavras abaixo:

SOL,TERRA, VIDA, AMIGA,PAÍS, FUTURO,PEIXES, CORES, FLORES,GENTE
************************************************************


VERDE QUE TE QUERO VER
Paulinho Tapajós

Verde verde verde verde
Verde que te quero ver
Verde verde verde verde
Verde que eu quero é viver
Ver, quero ver os animais
Frutas, flores e quintais
Passarinhos, riachos, cascatas
Ver a esperança renascer
Quando o dia amanhecer
Todo mundo há de gritar
Que te quero
Verde verde verde verde
Verde que te quero ver
Verde verde verde verde
Verde que eu quero é viver
Quero verde
Fora com essa bomba H
Quero verde
Fora a usina nuclear
Quero verde
Quero ver de novo a natureza
Quero verde
Fora com a poluição
Quero verde
E à queimada eu grito não
Quero verde
Quero ver de novo a natureza
Tema de Abertura da Peça Musical Infantil "Verde que te quero Ver"-1984
HELP NATUREZA - ANGÉLICA
Quero ouvir o canto de mil passarinhos
Vê-los voltando sempre pro seus ninhos
Eu quero vida pra todas as cores
O arco-íris num colar de flores
No fim da tarde,enfeitando o céu

Quero
Eu quero ver o pato na lagoa, o jacaré nadando e rindo à toa
Sem ter o homem pra ameaçar

Quero mais alegria na nossa festa
Muitos bichinhos lá na floresta
Iluminando de norte à sul
Quero ver as pessoas mais irmanadas
A natureza e o homem de mãos dadas
Eu quero ver o mundo azul

Eu não sei criticar
Mas alguém tinha que falar
Um,dois,três
Vamos lá
Todo mundo tem que cantar

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XOTE  ECOLÓGICO

Vivenciamos constantes agressões ao meio ambiente, ocasionando na poluição dos rios, destruição das florestas, contaminação do solo, alterações climáticas, redução da biodiversidade, entre tantos outros fatores. Nesse sentido, a preservação dos recursos naturais se torna essencial e a conscientização ambiental é o primeiro passo para atingirmos esse objetivo.
Reflita com os estudantes sobre os problemas ambientais e as suas consequências para todas as formas de vida. Em seguida, peça que eles citem exemplos de destruição da natureza. Aproveite esse momento para salientar que a exploração dos recursos naturais é fundamental para o desenvolvimento econômico, e que sua utilização não é necessariamente destrutiva, dependendo da forma como é realizada.
Após essa abordagem, entregue a cada aluno uma cópia da letra da música “Xote Ecológico”, de autoria de Luiz Gonzaga, e ouçam a canção.
Xote Ecológico
Não posso respirar, não posso mais nadar
A terra tá morrendo, não dá mais pra plantar
Se planta não nasce, se nasce não dá
Até pinga da boa é difícil de encontrar
Cadê a flor que estava ali?
Poluição comeu.
E o peixe que é do mar?
Poluição comeu
E o verde onde que está?
Poluição comeu
Nem o Chico Mendes sobreviveu
Realize a análise da música com os alunos, solicitando que eles destaquem as formas de agressão do homem à natureza e as consequências desse processo. Questione sobre os agentes poluidores responsáveis por fenômenos citados na canção:
- Não posso respirar, não posso mais nadar
- Cadê a flor que estava ali?
- E o peixe que é do mar?
- E o verde onde que está?
Elucide sobre a grande importância do seringueiro Chico Mendes (citado na canção) na luta pela preservação da floresta Amazônica. Posteriormente, entregue a seguinte figura aos estudantes:
 

Morte de peixes provocada pela poluição hídrica
Solicite a realização de uma redação que aborde as consequências da poluição, utilizando como referência a música “Xote Ecológico” e a figura apresentada. O texto deve, ainda, propor possíveis atitudes que promovam a preservação ambiental e um desenho sobre a interação saudável do homem com a natureza.
Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

XOTE  ECOLÓGICO - Luís Gonzaga

Composição: Luíz Gonzaga


Não posso respirar, não posso mais nadar
A terra está morrendo, não dá mais pra plantar
Se planta não nasce se nasce não dá
Até pinga da boa é difícil de encontrar
Cadê a flor que estava aqui?
Poluição comeu.
E o peixe que é do mar?
Poluição comeu
E o verde onde que está ?
Poluição comeu
Nem o Chico Mendes sobreviveu