Quem sou eu

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Professora graduada no Curso Normal Superior pela Universidade de Uberaba-MG,pós-graduada em Coordenação Pedagógica-UFOP-MG, atuando na área de Ensino Fundamental e Médio.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

TARSILA DO AMARAL
Sou fascinada por arte. Resolvi dedicar minha postagem de número 200, aos educadores que através da arte proporcionam prazer, encanto e aprendizagem !



Biografia:

Nascida em 1 de setembro de 1886, na Fazenda São Bernardo, em Capivari, interior de São Paulo, era filha de José Estanislau doAmaral Filho e de Lydia Dias de Aguiar do Amaral, e neta de José Estanislau do Amaral, cognominado “o milionário” em virtude da imensa fortuna acumulada em fazendas do interior paulista.


Seu pai herdou a fortuna e diversas fazendas, onde Tarsila e seus sete irmãos passaram a infância. Desde criança, fazia uso de produtos importados franceses e foi educada conforme o gosto do tempo. Sua primeira mestra, a belga Mlle. Marie van Varemberg d’Egmont, ensinou-lhe a ler, escrever, bordar e falar francês. Sua mãe passava horas ao piano e contando histórias dos romances que lia às crianças. Seu pai recitava versos em francês, retirados dos numerosos volumes de sua biblioteca.


Tarsila do Amaral estudou em São Paulo, em colégio de freiras do bairro de Santana e no Colégio Sion. E completou os estudos em Barcelona, na Espanha, no Colégio Sacré-Coeur, onde venceu vários concursos de ortografia. Desde cedo a pequena bela jovem interessava-se pela arte.


Ao chegar da Europa, em 1904, casou-se com André Teixeira Pinto Rosa. Logo o primeiro casamento da artista chegou ao fim. A diferença cultural do casal era grande. O marido se opunha ao desenvolvimento artístico de Tarsila, que se separou e conseguiu a anulação do casamento anos depois.


Carreira:


Começou a aprender pintura em 1917, com Pedro Alexandrino Borges. Mais tarde, estuda com o alemão George Fischer Elpons. Em 1920, viaja a Paris e frequenta a Academia Julian, onde desenhava nus e modelos vivos intensamente. Também estudou na Academia de Emile Renard.


Apesar de ter tido contato com as novas tendências e vanguardas,Tarsila somente aderiu às ideias modernistas ao voltar ao Brasil, em 1922. Numa confeitaria paulistana, foi apresentada por Anita Malfattiaos modernistas Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Menotti Del Picchia. Esses novos amigos passaram a frequentar seu atelier, formando o Grupo dos Cinco (Arte Moderna Brasileira)Grupo dos Cinco.


Em janeiro de 1923, na Europa , Tarsila se uniu a Oswald de Andrade e o casal viajou por Portugal e Espanha. De volta a Paris, estudou com os artistas cubistas: frequentou a Academia de Lhote, conheceu Pablo Picasso e tornou-se amiga do pintor Fernand Léger, visitando a academia desse mestre do cubismo, de quem Tarsilaconservou, principalmente, a técnica lisa de pintura e certa influência do modelado legeriano.


Em 1924, em meio à uma viagem de "redescoberta do Brasil" com os modernistas brasileiros e com o poeta franco-suíço Blaise Cendrars, Tarsila iniciou sua fase artística “Pau-Brasil”, dotada de cores e temas acentuadamente tropicais e brasileiros, onde surgem os "bichos nacionais"(mencionados em poema por Carlos Drummond de Andrade), a exuberância da fauna e da flora brasileira, as máquinas, trilhos, símbolos da modernidade urbana.





As principais características de suas obras:
- Uso de cores vivas
- Influência do cubismo (uso de formas geométricas)
- Abordagem de temas sociais, cotidianos e paisagens do Brasil
- Estética fora do padrão (influência do surrealismo na fase antropofágica)

O Abaporu, Tarsila do Amaral - 1928

 Entregar para os alunos várias figuras do Abaporu, pedir para colorir e depois fazer montagem cubista com recorte e colagem.

 
4 - Entregar uma cópia da obra Abaporu incompleta para o aluno completar o que falta.




OBRA: " A CUCA"

1- CENÁRIO PARA COLORIR E COLAR PERSONAGENS:

2- OU ENTÃO, ENTREGUE UMA FOLHA EM BRANCO, PEÇA PARA COLORIR, RECORTAR E
COLAR VEGETAÇÃO

3- ANIMAIS QUEM COMPÕEM A OBRA, PINTE, RECORTE E COLE NO CENÁRIO.



FEIRA I




  A   LUA




OVO DE URUTU



FAMÍLIA



A  CAIPIRINHA
A Caipirinha para colorir

A Caipirinha


JOGO DA MEMÓRIA


QUEBRA - CABEÇA CUCA


RELIGIOSIDADE BRASILEIRA


MANACÁ





É SÓ USAR A IMAGINAÇÃO. UTILIZE RECORTES, FAÇA LINDAS RELEITURAS E EXPONHA 
PARA APRECIAÇÃO . BOM  TRABALHO!!!


quarta-feira, 4 de julho de 2012

A PRIMAVERA DA LAGARTA - RUTH ROCHA





_Grande comício na floresta! Bem no meio da clareira, debaixo da bananeira!
 Dona formiga convocou a reunião. _Isso não pode continuar!
_Não pode não! Apoiava o camaleão.
_É um desaforo. A formiga gritava. _É um desaforo!
_É mesmo. O camaleão concordava.
A joaninha que vinha chegando naquele instante perguntava: Qual é o desaforo, hein?
_É um desaforo o que a lagarta faz!
_Come tudo o que é folha! Reclamava o Louva-a-deus.
_Não há comida que chegue!
A lagartixa não concordava: _Por isso não que as senhoras formigas também comem.
_È isso mesmo! Apoiou o camaleão que vivia mudando de opinião.
_É muito diferente, depois a lagarta é uma grande preguiçosa, vive lagarteando por aí.
_Vai ver que a lagartixa é parente da lagarta. Disse o camaleão que já tinha mudado de opinião.
_Parente não! Falou a lagartixa. _É só uma coincidência de nome!
_Então não se meta!
_Abaixo a lagarta! Disse o gafanhoto. _Vamos acabar com ela!
_Vamos sim! Gritou a libélula. Ela é muito feia!
O Senhor Caracol ainda quis fazer um discurso: _É, minhas senhoras e meus senhores, como é para o bem geral e para a felicidade nacional, em meu nome e em nome de todo mundo interessado, como diria o conselheiro Furtado, quero deixar consignado que está tudo errado. Mas como o caracol era muito enrolado, ninguém prestava atenção no coitado.
Já estavam todos se preparando para caçar a lagarta.
_Abaixo a feiúra! Gritava aranha como se ela fosse muito bonita.
_Morra comilona! Exclamava o Louva-a-deus como se ele não fosse comilão também.
_Vamos acabar com a preguiçosa! Berrava a cigarra esquecendo a sua fama de boa vida.
E lá se foram eles, cantando e marchando:
_Um, dois, feijão com arroz, três, quatro, feijão no prato.
_Um, dois, feijão com arroz, três, quatro, feijão no prato.
Mas, a primavera havia chegado, por toda a parte havia flores na floresta, até parecia festa. Os passarinhos cantavam e as borboletas, quantas borboletas de todas as cores, de todos os tamanhos borboletearam pela mata. E os caçadores procuravam pela lagarta:
_Um, dois, feijão com arroz, três, quatro, feijão no prato.
_Um, dois, feijão com arroz, três, quatro, feijão no prato.
E perguntavam para as borboletas que passavam:
_Vocês viram a lagarta que morava na amoreira? Aquela preguiçosa, comilona, horrorosa.
As borboletas riam, riam, iam passando e nem respondiam. Até que veio chegando uma linda borboleta.
_Estão procurando a lagarta da amoreira?
_Estamos sim. Aquela horrorosa, comilona.
E a borboleta bateu as asas e falou:
_Pois, sou eu.
_Não é possível! Não pode ser verdade! Você é linda!
E a borboleta sorrindo explicou:
_Toda lagarta tem seu dia de borboleta, é só esperar pela primavera.
_Não é possível, só acredito vendo!
_Venha ver! Isso acontece com todas as lagartas. Eu tenho uma irmã que está acabando de virar borboleta.
Todos correram para ver. E ficaram quietinhos espiando. E a lagarta foi se transformando, se transformando até que de dentro do casulo nasceu uma borboleta.
Os inimigos da lagarta ficaram admirados
_É um milagre!
_Bem que eu falei. Disse o camaleão que já tinha mudado de opinião.
E a borboleta falou: _É preciso ter paciência com as lagartas se quisermos conhecer as borboletas.
 
barrinhas

1- Liste as personagens do texto e suas características.

2-Escreva o nome da personagem de acordo com a fala:

a)_ Vamos acabar com a preguiçosa !_______________________________________

b)_ Abaixo a lagarta!_____________________________________________________

c) _ Abaixo à feiura !_____________________________________________________

3-Os animais tinham razão ao falar da lagarta?

4- Em que estação do ano se passa a história? Confirme com um trecho do texto.

5-Onde era a moradia da lagarta?

6-Para quem os caçadores perguntavam sobre o paradeiro da lagarta?

7-Os bichos procuraram pela lagarta. Será que a encontraram?

8-O que a borboleta quis dizer quando falou:"Toda lagarta tem seu dia de borboleta, é só esperar pela primavera."

barrinhas

COLORIR, RECORTAR E ORDENAR A METAMORFOSE DA BORBOLETA
 

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barrinhas

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COCORICÓ - METAMORFOSE DA BORBOLETA- ASSISTA

barrinhas


A Metamorfose Das Borboletas
CocoricóComposição: Hélio Ziskind


Assim como nós
Que nascemos do ovo
A borboleta
Nasce também

Só que o ovo dela
É bem pequenininho
Também pudera
O filho dela é bem menor do que um pintinho

Có có có có có
Có có có

- bão, vamo contá a história da borboleta, né?
- vamo lá
Toc toc

A borboleta
Põe o ovo numa folha
E vai embora
E vai embora
O ovo fica lá
Lá lá lá lá lá
O ovo fica lá

Passa o tempo
E lá de dentro do ovo
Sai uma lagarta
La la la la garta
Sai uma lagarta

- quer dizer que a lagarta nasce do ovo da borboleta?
- é, mas não parece filha dela não... não tem asa, tem um monte de perna,
É peluda, diferente, né?
- é, o pintinho é mais parecido com a gente né...
- é, tem duas pernas, um bico, e é mais bonitinho, né...
- faz piu piu piu...
- piu piu piu
- bão, vamo voltá prá lagarta, faz o toc toc aí
Toc toc

La la la lagarta
Sai uma lagarta

Já sai já sai
Com fome e come
E come a casca do ovo

E anda e anda
E come e come
E acha tudo gostoso

Có có có có
Có có
E acha tudo gostoso

Um dia a lagarta resolve
Se pendurar
Troca de pele, joga as pernas fora
Fica que nem um pacotinho
Até o nome ela muda

Pupa pupa pupa
Lagarta vira pupa

- e ela fica lá dentro do pacotinho?
- fica uai, parece um drops, toda embrulhadinha...
- esperta heim...
- vamo abrir o pacotinho...faz aí o toc toc
Toc toc

E quando o pacotinho se abre...

Sai a borboleta
Toda dobradinha
Força borboleta!
Estica estica estica estica as asas

Bor bor bor boleta
Vai de flor em flor
Bor bor bor borboleta
Tem de toda cor

- bom, mas pera um pouco, quer dizer que borboleta e a lagarta são o mesmo bicho?
- é...com uma metamorfose no meio!
- ih... agora complicou...acho melhor agente subir o tom...vamo lá...
Toc toc toc

Um dia a borboleta
Pousa numa folha
E põe ovo, e põe ovo, e
Toc toc toc
A história começa de novo

Na natureza
As histórias são assim
Voltam pro começo
Quando chegam no fim.





barrinhas 








terça-feira, 3 de julho de 2012

A MENINA DAS BORBOLETAS
Linguagem não-verbal






FONTE: /picasaweb.google.com/115880609570271759960/AMeninaDasBorboletas

RESENHA
Uma rica narrativa em imagens sobre uma menina que cultiva uma flor, mas que enfrenta algumas dificuldades para isso, pois, por exemplo, pessoas passam por cima da flor, cachorros fazem pipi. Mas a menina é muito persistente e quer não só uma flor, mas um jardim, e para isso conta com a ajuda das borboletas.
INFORMAÇÕES GERAIS
  • Público-alvo: Educação Infantil e Ensino Fundamental.
  • Temática: Perseverança, coragem, criatividade, sofrimento, recompensa e solidariedade.
  • Temas transversais: Ética e meio ambiente.
  • Interdisciplinaridade: Artes, Ciências Naturais e Língua Portuguesa.
OBJETIVOS
  • Despertar e cultivar o prazer da leitura.
  • Trabalhar os elementos da linguagem visual nas ilustrações.
  • Desenvolver o imaginário e a criatividade.
  • Compreender como o comportamento humano pode refletir nas atitudes e conflitos da sociedade.
  • Reconhecer os motivos responsáveis pelos conflitos e apresentar sugestões para resolvê-los.
EXPLORANDO O LIVRO ANTES DA LEITURA
  • Propor e organizar um bate-papo com os alunos sobre o título do livro. Incentive-os a descobrir a história.
  • Estimule a atividade lançando algumas perguntas:
  1. O que sugere o título?
  2. Trata-se de que tipo de história?
  3. Quem são as personagens principais?
  4. Que sensação nos trazem as imagens? Felicidade? Coragem? Harmonia?
  • Todas as hipóteses deverão ser registradas num cartaz ou na lousa; peça que elaborem individualmente, um pequeno texto (oral ou escrito) da história imaginada.
LEITURA DO LIVRO
  • Deverá ser em casa com o envolvimento familiar.
  • Um membro da família deverá registrar no caderno do aluno um depoimento a respeito do livro.
EXPLORANDO O LIVRO
  • Após a leitura, propor um momento de reflexão.
  • Levar os alunos a discutir as semelhanças, diferenças, descobertas, frustrações etc. no nosso dia a dia.
  • Registrar na lousa ou cartaz.
  • Ficar atenta ao apontamento, dos alunos e dos pais, se não aparecerem algumas questões como:
  1. Perseverança.
  2. Solidariedade.
  3. Sofrimento.
  4. Coragem.
  5. Criatividade.
  6. Recompensa.
  7. Cidadania.
  • O professor como mediador deverá trabalhar os apontamentos da atividade anterior, sinalizando as diferenças mais importantes.
  • Proponha que os alunos recontem em grupo a história, que deverá ser apresentada para a classe.
  • Cada grupo poderá escolher sua apresentação, que poderá ser através de poemas, dramatização, música etc.
  • O professor como facilitador do processo deverá retornar à leitura do livro com os alunos, discutindo página a página.
VIVENCIANDO DENTRO E FORA DA ESCOLA
  • Crie situações em que os alunos percebam a importância da ação do homem na natureza.
  • Em vasos ou num terreno, proponha aos alunos plantarem algumas sementes.
  • Eles deverão cuidar e acompanhar o desenvolvimento.
  • Os cuidados deverão ser divididos em grupos, assim um grupo estará dependendo do outro.
  •  Explorar a ética, solidariedade e respeito com o próximo.
  • Quando algum grupo falhar, abrir uma discussão em sala levantando quais são as conseqüências que a falha pode causar.
  • Aproveitar a oportunidade e deixar em evidência que podemos discutir, reinvindicar, opinar, sempre respeitando o próximo.
MEIO AMBIENTE
  • Observação da presença ou não de áreas verdes na escola ou nas imediações. Elabore um roteiro para que o aluno registre suas descobertas de forma sistematizada: a função dessas áreas, o espaço ocupado, tipo de vegetação, o estado de conservação etc.
  • Em sala de aula, proponha um debate sobre as observações e anotações nos relatórios.
SUGESTÕES DE ACOMPANHAMENTO
Avaliar os seguintes tópicos:
  1. Houve disposição e envolvimento no trabalho?
  2. Manifestaram interesse em conhecer mais do assunto?
  3. Tiveram atitude solidária, perante aos grupos de trabalho durante as discussões?
  4. Participaram da produção do trabalho com empenho?

Elabore um pequeno relatório individual, com os aspectos positivos e com os que precisam melhorar.

FONTE: