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Professora graduada no Curso Normal Superior pela Universidade de Uberaba-MG,pós-graduada em Coordenação Pedagógica-UFOP-MG, atuando na área de Ensino Fundamental e Médio.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

A FORMIGUINHA E A NEVE
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A formiguinha e a neve

Certa manhã de inverno uma formiga saía para o seu trabalho diário.
Já ia longe procurar comida quando um floco de neve caiu, prendendo o seu pezinho.
Aflita, vendo que ali poderia morrer de fome e frio, a formiga olhou para o Sol e pediu:
- Sol, tu que és tão forte, derreta a neve e desprenda o meu pezinho?
E o Sol, indiferente, respondeu:
- Mais forte que eu é o muro que me tampa.
Então a pobre formiguinha disse:
- Muro, tu que és tão forte, que tampa o Sol, que derrete a neve, desprenda o meu pezinho? E o muro rapidamente respondeu:
- Mais forte que eu é o rato, que me rói.
A formiga, quase sem fôlego, perguntou:
- Rato, tu que és tão forte, que rói o muro, que tampa o Sol, que derrete a neve, desprenda o meu pezinho?
E o rato falou bem rápido:
- Mais forte que eu é o gato que me come.
A formiga então perguntou ao gato:
- Tu que és tão forte, que come o rato, que rói o muro, que tampa o Sol, que derrete a neve, desprenda o meu pezinho?
O gato responde sem demora:
- Mais forte que eu é o cachorro, que me persegue.
A formiguinha estava cansada e, mesmo assim, perguntou ao cachorro:
- Tu que és tão forte, que persegue o gato, que come o rato, que rói o muro, que tampa o Sol, que derrete a neve, desprenda o meu pezinho?
- Mais forte que eu é o homem, que me bate.
Pobre formiga! Quase sem força, perguntou ao homem:
- Tu que és tão forte, que bate no cachorro, que persegue o gato, que come o rato, que rói o muro, que tampa o Sol, que derrete a neve, desprenda o meu pezinho?
O homem olhou para a formiga e respondeu:
- Mais forte que eu é Deus, que tudo pode.
A formiga olhou para o céu e perguntou a Deus:
- Tu que és tão forte que tudo pode, desprenda o meu pezinho?
E Deus, que ouve todas as preces pediu à primavera que chegasse com seu carro dourado triunfal enchendo de flores os campos e de luz os caminhos, e vendo que a formiga estava quase morrendo, levou-a para um lugar onde não há inverno e nem verão e onde as flores permanecem para sempre.




Figuras para carta enigmática




PIADA


INVERNO





MARIA-VAI-COM-AS-OUTRAS




MARIA VAI COM AS OUTRAS
SYLVIA ORTHOF


ERA UMA VEZ UMA OVELHA CHAMADA MARIA.
ONDE AS OUTRAS OVELHAS IAM, MARIA IA TAMBÉM.
AS OVELHAS IAM PRA BAIXO.
MARIA IA PRA BAIXO.
AS OVELHAS IAM PRA CIMA.
MARIA IA PRA CIMA.
MARIA IA SEMPRE COM AS OUTRAS.


UM DIA, TODAS AS OVELHAS FORAM PARA O POLO SUL.
MARIA FOI TAMBÉM.
AI, QUE LUGAR FRIO!
AS OVELHAS PEGARAM UMA GRIPE!!!
MARIA PEGOU GRIPE TAMBÉM.
ATCHIM!
MARIA IA SEMPRE COM AS OUTRAS


DEPOIS TODAS AS OVELHAS FORAM PARA O DESERTO.
MARIA FOI TAMBÉM.
AI, QUE LUGAR QUENTE!
AS OVELHAS TIVERAM INSOLAÇÃO.
MARIA TEVE INSOLAÇÃO TAMBÉM. UF! PUF!


UM DIA, TODAS AS OVELHAS RESOLVERAM COMER SALADA DE JILÓ.
MARIA DETESTAVA JILÓ.
MAS, COMO TODAS AS OVELHAS COMIAM JILÓ, MARIA COMIA TAMBÉM.
QUE HORROR!
MARIA PENSOU, SUSPIROU, MAS CONTINUOU FAZENDO O QUE AS OUTRAS FAZIAM.


ATÉ QUE AS OVELHAS RESOLVERAM PULAR DO ALTO DO CORCOVADO
PRA DENTRO DA LAGOA.
TODAS AS OVELHAS PULARAM.
PULAVA UMA OVELHA,
NÃO CAIA NA LAGOA, CAIA NA PEDRA,
QUEBRAVA O PÉ E CHORAVA: MÉ!
PULAVA OUTRA OVELHA,
NÃO CAIA NA LAGOA, CAIA NA PEDRA,
QUEBRAVA O PÉ E GRITAVA: MÉ!
E ASSIM QUARENTA E DUAS OVELHAS PULARAM,
QUEBRARAM O PÉ, CHORANDO: MÉ ! MÉ! MÉ!


CHEGOU A VEZ DE MARIA PULAR.
ELA DEU UMA REQUEBRADA,
ENTROU NUM RESTAURANTE E COMEU UMA FEIJOADA.
AGORA, MÉ , MARIA VAI PARA ONDE CAMINHA O SEU PÉ!







1.POR QUE A MARIA ERA CHAMADA DE “MARIA VAI COM AS OUTRAS”?

2.QUAIS FORAM OS LUGARES QUE MARIA FOI COM AS OUTRAS?

3. QUAL O LUGAR MAIS FRIO QUE MARIA FOI ? E O MAIS QUENTE?

4. QUAL FOI O PRIMEIRO MOMENTO EM QUE MARIA COMEÇOU A PENSAR QUE NÃO ESTAVA GOSTANDO DE FAZER O MESMO QUE TODAS AS OUTRAS OVELHAS?

5. DESCREVA UMA SITUAÇÃO...

A) QUE É BOM SER MARIA VAI COM AS OUTRAS (BOAS CONSEQUÊNCIAS)

B) QUE É RUIM SER MARIA VAI COM AS OUTRAS (MÁS CONSEQUÊNCIAS)

6. AONDE VOCÊ IMAGINA QUE MARIA ESTÁ MORANDO DEPOIS QUE COMEÇOU A “ANDAR COM SEUS PRÓPRIOS PÉS”? CONTE:

7. ALGUMA VEZ VOCÊ FOI “MARIA VAI COM AS OUTRAS”? CONTE ESTA SITUAÇÃO.




  









Ovelhas para maquete ou fantoche:









TEXTOS PARA ORDENAR






O GIGANTE GUILHERME
ATIVIDADES
Você quer conhecer uma história engraçada? Então coloque em ordem as partes dessa história. Para isso, numere cada parte na ordem em que deve ficar.
( ) Quando assim pensava, seu cachorrinho latiu. O rei bateu na testa e disse:
? Achei! Achei! O Gigante vai desenrolar o rabinho do meu cão. Quero-o bem esticadinho.
( ) Dias depois o gigante já conseguira transportar todas as montanhas para perto do lago. Mudar a direção dos rios. Construir muitas pontes e edifícios. Organizar todos os jardins. Colecionar passarinhos do mundo inteiro.
( ) O Gigante começou a tarefa e nunca pôde terminá-la… Ele desenrolava o rabinho e o rabinho se enrolava de novo. Desenrolava. Enrolava. Desenrolava. Enrolava…
( ) O Gigante Guilherme era tão grande, que não pôde entrar no palácio. O rei conseguiu conversar com ele, subindo na torre da igreja.
( ) Era uma vez um rei muito poderoso. Ele queria que o seu reino fosse o mais importante e o mais bonito do mundo.
( ) E agora? Não havia mais trabalho para o gigante!… Que fazer???
O soberano estava preocupado. Que outra tarefa daria a Guilherme?
( ) Por isso ele mandou buscar o Gigante Guilherme que trabalhava com muita rapidez e sabia fazer tudo.
( ) O Gigante disse:
? Majestade, quero que saiba que eu não posso ficar sem trabalho. Se isso acontecer, destruirei os seus homens e todos os seus bens.
? Ah! fique tranqüilo – disse o rei. Aqui terá muito o que fazer.
ATIVIDADES (continuação)
Compare agora a ordem que você deu aos fatos da história com as que o autor deu a eles.
O GIGANTE GUILHERME
Lena Jaci
Era uma vez um rei muito poderoso. Ele queria que o seu reino fosse o mais importante e o mais bonito do mundo. Por isso ele mandou buscar o Gigante Guilherme que trabalhava com muita rapidez e sabia fazer tudo.
O Gigante Guilherme era tão grande, que não pôde entrar no palácio. O rei conseguiu conversar com ele, subindo na torre da igreja.
O Gigante disse:
? Majestade, quero que saiba que eu não posso ficar sem trabalho. Se isso acontecer, destruirei os seus homens e todos os seus bens.
? Ah! fique tranqüilo – disse o rei. Aqui terá muito o que fazer.
Dias depois o gigante já conseguira transportar todas as montanhas para perto do lago. Mudar a direção dos rios. Construir muitas pontes e edifícios. Organizar todos os jardins. Colecionar passarinhos do mundo inteiro.
E agora? Não havia mais trabalho para o gigante!… Que fazer???
O soberano estava preocupado. Que outra tarefa daria a Guilherme? Quando assim pensava, seu cachorinho latiu. O rei bateu na testa e disse:
? Achei! Achei! O Gigante vai desenrolar o rabinho do meu cão. Quero-o bem esticadinho.
O Gigante começou a tarefa e nunca pôde terminá-la… Ele desenrolava o rabinho e o rabinho se enrolava de novo. Desenrolava. Enrolava. Desenrolava. Enrolava…
(JACI, Lena. Gente Nova: Comunicação e Expressão – 2a série. 44 ed., São Paulo: Ed. do Brasil S/A; Rio de Janeiro: Fundação Nacional de Material Escolar do, 1979. p. 34-35)
ATIVIDADES (continuação)
Sublinhe as palavras e expressões do texto que ajudaram a você a descobrir a ordem dos fatos.
REFLEXÃO: Retomar as reflexões das lições II e IV.
OBJETIVOS:
- usar a ordem cronológica em texto narrativo;
- identificar recursos da língua que expressam relações temporais.


A FADA DOS DENTES


1-ENUMERE DE ACORDO COM OS ACONTECIMENTOS DO TEXTO:
2-RECORTE E COLE NA ORDEM CERTA:

TEXTOS E INTERPRETAÇÕES









A FADA QUE TINHA IDÉIAS
Fernanda Lopes de Almeida




        Clara Luz era uma fada, de seus dez anos de idade, mais ou menos, que morava lá no céu, com a senhora fada sua mãe. Viveriam muito bem se não fosse uma coisa: Clara Luz não queria aprender a fazer mágicas pelo livro das fadas. Queria inventar suas próprias mágicas.
        - Mas, minha filha – dizia a Fada-Mãe – todas as fadas sempre aprenderam por esse livro. Por que só você não quer aprender?
        - Não é preguiça, não, mamãe. É que não gosto de mundo parado.
        - Mundo parado?
        - É. Quando alguém inventa alguma coisa, o mundo anda. Quando ninguém inventa nada, o mundo fica parado. Nunca reparou?
        - Não...
        - Pois repare só.
        A Fada-Mãe ia cuidar de seu serviço, muito preocupada. Ela morria de medo do dia em que a Rainha das fadas descobrisse que Clara Luz nunca saíra da Lição Um do Livro.
        A Rainha era uma velha muito rabugenta. Felizmente vivia num palácio do outro lado do céu. Clara Luz e a mãe moravam numa rua toda feita de estrelas, chamada Via Láctea. A casinha delas era de prata e tinha um jardim todo de flores prateadas.
        - Minha filha, faça uma forcinha, passe ao menos para a Lição Dois! – pedia a Fada-Mãe, aflita.
        - Não vale a pena, mamãe. A Lição Um já é tão enjoada, que a Dois tem que ser duas vezes pior.
        - Mas enjoada por quê?
        - Ensina a fabricar tapete mágico.
        - Pois então? Já pensou que maravilha saber fazer um tapete mágico?
        - Não acho, não. Tudo quanto é fada só pensa em tapete mágico. Ninguém tem uma idéia nova!
        Clara Luz estava sempre fazendo experiências com a sua vara de condão. Já de manhã cedo, reparava no bule de prata (tudo na casinha delas era de prata, até a mobília). Olhava para ele e tinha uma idéia:
        - Tem bico. Dar um bom passarinho.
        E transformava o bule em passarinho.
        Mas o passarinho saía com três asas: duas dele mesmo e uma do bule, que tinha sobrado.
        A Fada-Mãe entrava na sala e levava um susto danado:
        - Que bicho esquisito é esse?
        - É o bule, mamãe, que eu transformei em passarinho.
        Clara Luz! E agora? Onde vou coar o pó-de-meia-noite para fazer o nosso café? E que idéia foi essa de fazer passarinho com três asas? Ao menos ponha duas asas nele!
        - Mas, mamãe, ele gosta de ter três asas!
        O passarinho, furioso, entrava na conversa:
        - Não gosto, não senhora! Faça o favor de me consertar já!
        - Clara Luz não acertava e quem acabava consertando era a Fada-Mãe. O passarinho agradecia muito:
        - Se não fosse a senhora eu não sei como seria! Essa sua filha é muito intrometida.
        E saíra pela janela, resmungando ainda:
        - Veja só! Inventar que eu gosto de ter três asas!
        - Mas essas eram apenas as idéias menores de Clara Luz. Havia outras maiores.


Livro: A Fada que tinha idéias,
Fernanda Lopes de Almeida, 1971.
Editora Ática, 2004.



(Proposta de Atividade - Texto Fatiado )