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Professora graduada no Curso Normal Superior pela Universidade de Uberaba-MG,pós-graduada em Coordenação Pedagógica-UFOP-MG, atuando na área de Ensino Fundamental e Médio.

quinta-feira, 29 de março de 2012


 A Abelha Chocolateira



Era uma vez uma abelha que não sabia fazer mel. 
- Mas você é uma operária! - gritava a rainha - Tem que aprender.
Na colméia havia umas 50 mil abelhas e Anita era a única com esse problema. Ela se esforçava muito, muito mesmo. Mas nada de mel...
Todos os dias, bem cedinho, saía atrás das flores de laranjeira, que ficavam nas árvores espalhadas pelo pomar. Com sua língua comprida, ela lambia as flores e levava seu néctar na boca. O corpinho miúdo ficava cheio de pólen, que ela carregava e largava, de flor em flor, de árvore em árvore.
Anita fazia tudo direitinho. Chegava à colméia carregada de néctar para produzir o mais gostoso e esperado mel e nada! Mas um dia ela chegou em casa e de sua língua saiu algo muito escuro.
- Que mel mais espesso e marrom... - gritaram suas colegas operárias.
- Iac, que nojo! - esbravejaram os zangões.
Todo mundo sabe que os zangões se zangam à toa, mas aquela história estava ficando feia demais. Em vez de mel, Anita estava produzindo algo doce, mas muito estranho.
- Ela deve ser expulsa da colméia! - gritavam os zangões.
- É horrorosa, um desgosto para a raça! - diziam outros ainda.
Todas as abelhas começaram a zumbir e a zombar da pobre Anita. A única que ficou ao lado dela foi Beatriz, uma abelha mais velha e sábia.
Um belo dia, um menino viu aquele mel escuro e grosso sobre as plantas próximas da colméia, que Anita tinha rejeitado de vergonha. Passou o dedo, experimentou e, surpreso, disse:
- Que delícia. Esse é o mais saboroso chocolate que eu já provei na vida!
- Chocolate? Alguém disse chocolate? - indagou a rainha, que sabia que o chocolate vinha de uma fruta, o cacau, e não de uma abelha.
 Era mesmo um tipo de chocolate diferente, original, animal, feito pela abelha Anita, ora essa, por que não...
Nesse momento, Anita, que ouvia tudo, esboçou um tímido sorriso. Beatriz, que também estava ali, deu-lhe uma piscadela, indicando que tinha tido uma ideia brilhante.
 No dia seguinte, lá se foram Anita e Beatriz iniciar uma parceria incrível: fundaram uma fábrica de pão de mel, juntando o talento das duas para produzir uma deliciosa combinação de mel com chocolate.

Moral da história: as diferenças e riquezas pessoais, que existem em cada um de nós, são singulares e devem ser respeitadas.
Fábula de Katia Canton*, ilustrada por ionit*com idéia de João Roberto Monteiro da Silva, 7 anos.

A ABELHA CHOCOLATEIRA - YOUTUBE

www.youtube.com/watch?v=xY-BNymHGv4

Plano de aula:

Material necessário: Cópias do texto A abelha chocolateira, de Katia Canton.
Objetivos :Reconhecer a fábula como gênero da língua portuguesa; identificar os elementos desse tipo de texto; e refletir sobre a moral e a ética no convívio social.

Com diálogos curtos e texto econômico, a fábula é uma história de ficção, escrita em verso ou em prosa. Uma de suas principais características é ter como personagens animais e plantas e objetos animados, que ganham características humanas. Essa forma alegórica de contar uma história apresenta as virtudes e os defeitos do mundo dos homens e leva a interpretações sociais para ilustrar um ensinamento ou uma regra de conduta. É por isso que toda fábula tem, no desfecho, uma moral. Essa narrativa de natureza simbólica tem origem remota e incerta, pois se mescla à necessidade do homem de criar e de contar histórias para transcender as atividades cotidianas e recriar o mundo. Algumas fontes indicam que a fábula começou a ser contada na Suméria, no século 8 a.C. Mas foi na Grécia Antiga, em meados do século 5 a.C., pelas mãos do escravo Esopo, que ela ganhou a fórmula atual: sintética, alegórica, tendo animais demonstrando sentimentos e uma pitada de humor. Esopo sempre terminava as fábulas explicando a moral e, assim, ensinava valores. Graças ao francês Jean de la Fontaine (1621-1692), a fábula introduziu-se definitivamente na literatura ocidental, dessa vez de forma menos sintética e mais contextualizada. Ontem e hoje, com nuanças e autorias diferentes, as histórias se repetem.
A principal proposta do gênero é a fusão de dois elementos, o lúdico e o pedagógico.A leitura de A abelha chocolateira, da escritora Katia Canton, vai ajudar seus alunos a entendê-lo melhor. O texto pode ser explorado com turmas de 2a série de acordo com o plano de aula elaborado pela pedagoga Wânia Menezes Picchi, professora da Escola Viva, em São Paulo.
O que cada animal faz, na natureza e na ficção Antes de apresentar a fábula à turma, provoque uma discussão sobre o comportamento dos animais em seu ambiente. Divida os estudantes em grupos e questione-os sobre as funções que cada bicho exerce no seu grupo. O que se espera da formiga? Que ela transporte folhas, cascas e outros materiais para construir o formigueiro. E da leoa? Que ela saia para caçar e traga alimentos para os machos e os filhotes. Na colméia, a função da abelha operária é colher o néctar para fazer mel. Registre no quadro-negro ou em um papel grande as hipóteses que a garotada levanta.Distribua o texto A abelha chocolateira para as crianças e peça para acompanharem a leitura que você faz em voz alta. Ainda em grupos, elas vão marcar no texto palavras ou trechos que indicam ações humanas atribuídas às abelhas - "gritava", "tem que aprender", "fazia tudo direitinho", "esbravejaram", "indagou", "fundaram uma fábrica de pão de mel" etc. - assim como características - "é horrorosa", "um desgosto para a raça", "rejeitado de vergonha" etc.

Hora de retomar a primeira discussão sobre as funções de cada animal na natureza e comparar o registro que está na lousa ou no papel com os trechos grifados no texto. Provoque um diálogo sobre as conclusões do grupo e vá registrando as ideias: o que vocês perceberam quando compararam as atitudes do animal em seu hábitat natural e na história? Na natureza, a abelha age de um jeito e no texto ela se comporta mais como as pessoas. Vá conduzindo a discussão de forma que os alunos percebam os elementos estruturais da fábula. Peça para copiarem as conclusões no caderno. 

O próximo passo é fazer a leitura de fábulas de autores diversos para os estudantes perceberem sua estrutura. A repetição facilita a assimilação e a generalização das características do gênero, permitindo que eles compreendam que aqui é a estrutura que prevalece e não a autoria, como num romance. Esses textos podem ser dramatizados. Divida a turma em quatro grupos e entregue a cada um uma fábula diferente. Após a leitura, cada grupo vai bolar um roteiro e definir quem será cada personagem. Como lição de casa, peça para treinarem suas falas - um aluno deve ser o narrador. 

Reserve uma aula para um ensaio geral outra para a apresentação dos grupos. A importância de respeitar as diferenças. Retome o texto A abelha chocolateira para refletir sobre a moral da história. Em dupla, os alunos devem discutir com o colega e escrever qual a função da abelha operária dentro da colméia. Depois, individualmente, eles vão responder o que a autora quis dizer com a frase "Anita fazia tudo direitinho". Como as outras abelhas operárias reagiram ao comportamento de Anita? No final da fábula, Anita esboçou um tímido sorriso. Pergunte: como ela estava se sentindo ao produzir um mel diferente? Alguma vez você já esboçou um tímido sorriso por algum sentimento? Conte em detalhes como foi. A idéia é ver se o aluno se identifica com a moral da história. Lembre que a moral deve ser trabalhada como conseqüência da situação que a fábula apresenta e nunca isoladamente. 

Por fim, sugira que as crianças produzam uma narrativa em que apareçam personagens com características bem distintas. O objetivo é incentivá-las a trabalhar com as diferenças e as riquezas que existem em cada pessoa, a base da moral da fábula de Katia Canton.  
Retirado: www.novaescola.com.br / Meus trabalhos pedagógicos



HORA  DE  ARTES:
  1. PINTURA  A  DEDO





GUIRLANDA DE PÁSCOA:
"Não podemos esquecer dos coelhos..."




3.  SUGESTÃO  DE  FILME:


FILME BEEMOVIE: A HISTÓRIA DE UMA ABELHA.

SINOPSE: Barry é uma abelha que acaba de se formar na faculdade, mas não se sente satisfeito em executar uma única função durante toda a sua vida, na fabricação de mel. Em uma viagem fora da colmeia, ao lado das abelhas que colhem néctar, Barry tem sua vida salva pela florista Vaness. Enquanto o relacionamento entre os dois cresce, ele descobre que seres humanos colhem e vendem mel. Por isso, decide processar toda a raça humana.

4. RECEITA  CULINÁRIA:
BOLO DE MEL
Ingredientes:
. 2 ovos inteiros
. 1 xícara de mel                                                          
. 1 xícara de açúcar
. 1 xícara de leite
. 3 xícaras de farinha de trigo com fermento
. 1 colher de sopa de caldo de limão
. 1/2 colher de sopa de fermento em pó
. 1 colher de sopa de margarina 

Modo de preparar:
Bater tudo no liquidificador muito bem, colocar em forma retangular untada com margarina e enfarinhada. Levar para assar até que espetando um palito este saia seco.
COBERTURA:
1 lata de leite condensado
1 colher de sopa de margarina
4 colheres de sopa de chocolate em  pó

Modo de preparar:
Coloque todos os ingredientes  em uma panela, leve ao fogo brando e mexa até começar desgrudar do fundo da panela, despeje por cima do bolo e espalhe. Coloque por cima da cobertura, chocolate granulado.

CURIOSIDADES:

  • Para produzir um quilo de mel, as abelhas precisam visitar 5 milhões de flores e fazer um percurso de 400 mil km de voo, 10 vezes à volta a Terra.
  • Produtos das Abelhas:
    O MEL
    O mel é, na verdade o único produto doce que contém proteínas e diversos sais minerais e vitaminas essenciais à nossa saúde. 

    O PÓLEN: conhecido também como pão das abelhas.
    • Descongestiona a próstata, rins e fígado
    • Melhora a pele e fortifica os cabelos
    • Estimula o pâncreas, combatendo o diabetes
    • Favorece a virilidade e a fertilidade
    • Nos transtornos da gravidez e menopausa
    • Nas afecções orgânicas (coração, estômago, vesícula biliar e digestão) 

    PRÓPOLIS: Constituída de resinas vegetais, que as abelhas coletam de determinadas árvores, cera, pólen e ácidos e gorduras, a própolis é uma substância que as abelhas processam para soldar frestas da colmeia.

    O VENENO DAS ABELHAS 

    Apesar de ser um produto letal ao homem, quanto aplicado em grandes proporções, mas empregado com sucesso em tratamento contra e nevralgias, afecções cutâneas, doenças oftálmicas, na redução da taxa de colesterol e contra a hipertensão arterial.

    Cera
    As velas produzidas a partir da cera de abelha libertam um aroma que lembra o mel e produzem uma luz clara. Esta cera é também utilizada em creme de mãos e em substâncias para polimento de móveis.
    Fonte: www.saudeanimal.com.bR 
  • A Sociedade das Abelhas
    As abelhas são insetos sociais, isto é, a maioria delas convive harmoniosamente em um mesmo espaço, chamado de colônia. São extremamente disciplinadas, trabalhadoras e principalmente organizadas. Para você ter uma ideia, em uma mesma colônia convivem cerca de 60 mil abelhas, distribuídas da seguinte forma: uma rainha, dezenas de zangões e milhares de operárias. Dessa forma podemos perceber que existem funções diferentes em uma colmeia.
    A rainha é a principal componente da colmeia porque mantém a harmonia no trabalho, além de ser responsável pela reprodução. Uma rainha pode viver até 6 anos, vencendo qualquer indivíduo da colmeia em termos de tempo de vida.
    Os zangões são responsáveis por fecundar a rainha, dando continuidade à vida na colmeia. Eles vivem pouco, no máximo três meses, isso porque são mortos pela rainha logo após a fecundação.
    Responsáveis pelo trabalho duro dentro da colmeia, as operárias cuidam da higiene da colmeia, garantem o alimento e a água de que a colônia necessita coletando pólen e néctar, produzem a cera para formar os favos, alimentam a rainha, os zangões, as larvas por nascer e ainda cuidam da defesa da família. Ufa, quanto trabalho! Talvez por isso elas vivam tão pouco tempo: somente 6 meses.
    Várias espécies
    A estimativa dos pesquisadores é que existam mais de 20 mil espécies de abelhas no mundo todo. Só no Brasil contamos com 5 mil espécies diferentes.
    A espécie mais conhecida por aqui não é nativa de nosso país, mas sim da Europa. O nome científico dessa espécie é Apis mellifera, chegou aqui no período colonial, trazida pelos colonizadores europeus.
ATIVIDADES:

Para refletir...

“A tarefa de educar parece amarga pelo muito empenho e dedicação que requer, contudo , adoçar o olhar agradecido de uma criança nos faz como as abelhas que através do esforço contínuo podem produzir o mel necessário para o bem comum de uma sociedade.

As dificuldades nos impulsionam, as críticas servem de alavanca, os elogios nos trazem estímulos e se não houver recursos, nós buscaremos ,como as abelhas caçam as melhores flores, afim de produzir o melhor mel para  a sociedade na qual estamos inseridos.

"Ofereço boas flores para que vocês produzam o melhor mel!” 




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